Vereador Bigodini retorna à Câmara de Ribeirão Preto após suspensão de 180 dias
O vereador Roger Ronan da Silva, conhecido como Bigodini (MDB), retornou às atividades na Câmara de Ribeirão Preto (SP) nesta segunda-feira (11), após cumprir integralmente uma suspensão de 180 dias. O parlamentar estava afastado desde novembro de 2025, quando a Câmara aprovou seu afastamento em um processo que investigou embriaguez ao volante, falsidade ideológica e fraude processual.
Durante o período de afastamento, quem ocupou a vaga de Bigodini foi o líder comunitário e bacharel em educação física Robson Vieira (MDB), que agora retorna à posição de suplente.
Sessão remota e participação
Na sessão desta segunda-feira, realizada de forma remota e com duração de aproximadamente meia hora, Bigodini participou da votação de projetos, mas não fez nenhum pronunciamento. Além do processo na Câmara, o vereador também é réu na Justiça pelos crimes de embriaguez ao volante, com dano potencial para duas ou mais pessoas, falsidade ideológica e fraude processual. Uma audiência de instrução e julgamento está marcada para o dia 29 de junho.
Detalhes da suspensão
A suspensão de Bigodini foi de 180 dias corridos, sem remuneração, após a Câmara de Ribeirão Preto decidir seguir o parecer do Conselho de Ética, que analisou o processo de cassação do mandato. Foram 19 votos favoráveis dentre 20 presentes. O requerimento de cassação foi apresentado dois dias após o vereador se envolver em um acidente na Avenida do Café, em Ribeirão Preto.
Inicialmente, Bigodini alegou que a namorada, que não possuía carteira de habilitação, estava dirigindo o veículo no momento do acidente, ocorrido na madrugada do dia 28 de setembro de 2025. No entanto, as investigações policiais apontaram que tanto o vereador quanto a namorada mentiram. Câmeras de segurança flagraram Bigodini comprando latas de cerveja em um posto de combustíveis pouco antes do acidente. O carro utilizado pelo casal era alugado e rastreado, e a polícia descobriu que, naquela madrugada, o vereador trafegou por diversos pontos da cidade acima da velocidade permitida.
Após quatro reuniões, o Conselho de Ética optou pela suspensão dos direitos políticos do vereador em vez da cassação do mandato.



