Operação Último Boleto cumpre mandados no Pará contra suspeitos de golpe em Goiás
Operação Último Boleto no Pará contra golpe em Goiás

Operação Último Boleto cumpre mandados no Pará contra suspeitos de golpe em Goiás

A Polícia Civil do Pará está em busca de duas pessoas suspeitas de aplicar um golpe financeiro que causou um prejuízo superior a R$ 50 mil a uma empresa localizada em Rio Verde, no estado de Goiás. Segundo as investigações, os indivíduos adulteraram boletos bancários para desviar valores de empresas, em um esquema criminoso sofisticado.

Segunda fase da operação é deflagrada

A segunda fase da Operação Último Boleto foi deflagrada na terça-feira, 19 de março, com o objetivo de cumprir mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão. As ações policiais ocorreram em Belém e também em Santa Izabel do Pará, região metropolitana da capital paraense. Durante as buscas, celulares foram apreendidos e devem passar por perícia técnica para coletar evidências.

No entanto, até esta quarta-feira, 20 de março, os suspeitos não tinham sido localizados e seguiam foragidos, o que intensifica os esforços das autoridades para capturá-los. A operação visa combater crimes cibernéticos que envolvem fraudes bancárias em larga escala.

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Investigacões detalham o modus operandi

As investigações tiveram início em junho de 2023 e identificaram que os criminosos invadiam o sistema interno da empresa vítima e adulteravam boletos legítimos. O delegado João Amorim, titular da Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC), explicou que o grupo obtinha acesso indevido a e-mails corporativos, interceptava comunicações e alterava dados de pagamento.

“Utilizavam documentação falsa para abrir contas bancárias em nome de pessoas jurídicas, com o objetivo de ocultar e dificultar o rastreamento dos recursos ilícitos”, afirmou o delegado. Essa estratégia permitia que os valores desviados fossem transferidos para contas controladas pelos criminosos, dificultando a ação da polícia.

Primeira fase resultou em prisões e apreensões

A primeira fase da Operação Último Boleto ocorreu em outubro de 2025 e também resultou em prisões e apreensões significativas. Entre os itens apreendidos estava um carro de luxo, evidenciando o alto nível de lucro obtido com as atividades criminosas. Os investigados podem responder por crimes de fraude bancária, baseados na adulteração de boletos para o desvio de valores de empresas.

As autoridades reforçam que a operação é um exemplo do combate contínuo a crimes financeiros e cibernéticos no Brasil, destacando a importância da colaboração entre polícias estaduais para enfrentar esquemas que transcendem fronteiras regionais.

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