Mulher é presa em Piracicaba por simular sequestro e extorquir amiga em Portugal
Uma mulher de 39 anos foi presa pela Polícia Civil de Piracicaba, no interior de São Paulo, nesta segunda-feira (9), após ser acusada de fingir ser vítima de sequestro e violência sexual para extorquir dinheiro de uma amiga residente em Portugal. O caso, que envolveu uma elaborada simulação de cativeiro, resultou na apreensão de provas materiais e na prisão temporária da suspeita no Bairro Nova Suíça.
Detalhes do golpe e apreensão de provas
Segundo as investigações, a mulher enviou fotos que simulavam um cativeiro, incluindo imagens de um cobertor identificado posteriormente pela polícia, para sensibilizar a vítima e solicitar transferências bancárias. Os valores extorquidos somam mais de R$ 3,5 mil, depositados diretamente na conta da suspeita. Em uma das mensagens, ela pedia R$ 2 mil em um dia e R$ 1 mil em um domingo, enquanto a amiga, em desespero, implorava pela sua vida em troca do pagamento.
Ao cumprir mandado de busca e apreensão na Rua José Alcarde Corrêa, no Bairro Nova Suíça, a Polícia Civil apreendeu os aparelhos celulares utilizados no crime e o cobertor que aparecia nas fotos do falso cativeiro. A análise técnica dessas provas, enviadas pela vítima do exterior, foi fundamental para desvendar o esquema e levar à prisão.
Investigação e descoberta da farsa
As investigações tiveram início em 23 de janeiro, após a Polícia Civil receber uma ligação de Portugal. A denunciante relatou que sua amiga em Piracicaba estaria sendo mantida em cárcere privado, sofrendo tortura e violência sexual, com exigências de transferências bancárias e fotos íntimas para libertação. No entanto, ao contactar familiares da suspeita em Votorantim (SP), os agentes descobriram que ela mantinha contato normal com parentes, sem indícios de perigo.
A mulher, quando abordada, inicialmente negou os crimes e apresentou versões contraditórias, mas, confrontada com as evidências, confessou a autoria da extorsão. A apuração revelou que ela e a cidadã portuguesa tinham uma amizade virtual desde 2023, baseada em vínculos religiosos, e que a brasileira frequentemente pedia auxílio financeiro alegando dificuldades pessoais.
Consequências legais e prisão
A suspeita foi presa em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça e responderá pelo crime de extorsão. As penas para esse delito podem variar de 4 a 10 anos de reclusão, além de multa. O caso destaca os riscos de golpes digitais que exploram laços emocionais e a importância da cooperação internacional em investigações policiais.
Este incidente em Piracicaba serve como alerta para a população sobre esquemas de extorsão que utilizam táticas de manipulação psicológica, reforçando a necessidade de verificação de informações e cautela em interações online, especialmente quando envolvem solicitações financeiras urgentes.



