Mulher é presa no DF suspeita de aplicar golpes com falsos anúncios de aluguel
Mulher presa no DF por golpes com falsos anúncios de aluguel

Mulher é presa no Distrito Federal suspeita de aplicar golpes com falsos anúncios de aluguel

Uma mulher foi presa na terça-feira, dia 24, suspeita de aplicar golpes com falsos anúncios de aluguel no Distrito Federal e no estado de Goiás. A investigada, identificada como Aline Paixão, de 32 anos, foi alvo de pelo menos 37 denúncias registradas entre os anos de 2022 e 2025. A reportagem tenta localizar a defesa da mulher para obter mais informações sobre o caso.

Detalhes da operação policial

Segundo informações da Polícia Civil do Distrito Federal, a prisão foi realizada pela 8ª Delegacia de Polícia, localizada em Taguatinga, após um período de seis meses de investigações intensivas. Os apartamentos falsamente anunciados estavam situados em regiões de alto valor, como Águas Claras e Plano Piloto, no Distrito Federal, e também em Pirenópolis, no estado de Goiás.

A corporação policial destacou que Aline Paixão deverá responder judicialmente por estelionato eletrônico, um crime cuja pena individual pode chegar a até oito anos de prisão por cada ocorrência comprovada. "Considerando a quantidade de casos atribuídos à investigada e a possível incidência da continuidade delitiva, a pena pode ser aumentada, podendo ultrapassar 13 anos de reclusão, além de multa", afirmou a polícia em comunicado oficial.

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Como funcionava o golpe aplicado pela suspeita

De acordo com o delegado Rafael Catunda, responsável pelas investigações, a mulher utilizava uma metodologia elaborada para enganar as vítimas. O esquema criminoso envolvia os seguintes passos principais:

  1. Clonagem de anúncios verdadeiros: Aline Paixão copiava anúncios legítimos de aluguel disponíveis em plataformas online, mas apresentava valores significativamente mais baixos do que os originais, com o objetivo claro de atrair um maior número de interessados.
  2. Contato inicial com as vítimas: As vítimas, atraídas pelos preços reduzidos, enviavam mensagens solicitando informações detalhadas e agendando visitas aos imóveis anunciados falsamente.
  3. Falsa identidade como corretora: A suspeita entrava em contato com os anunciantes verdadeiros dos imóveis, fingindo ser uma corretora de imóveis profissional interessada em agendar visitas para potenciais clientes.
  4. Visitas aos imóveis para ganhar credibilidade: Com as visitas agendadas e realizadas, a mulher conseguia passar uma imagem de credibilidade e confiança para as vítimas, que acreditavam estar negociando com uma profissional do setor imobiliário.
  5. Solicitação de pagamento adiantado: Após a visita, ao "fechar o negócio", a suspeita solicitava um pagamento adiantado, geralmente referente a caução ou primeira mensalidade, antes da formalização do contrato de locação.
  6. Bloqueio e desaparecimento: Imediatamente após receber os valores das vítimas, Aline Paixão bloqueava todos os canais de comunicação e deixava de responder qualquer contato, desaparecendo sem deixar rastros.

Este modus operandi permitiu que a investigada aplicasse golpes em diversas pessoas ao longo de um período considerável, até que as denúncias acumuladas levaram à sua identificação e prisão pelas autoridades policiais.

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