Operação Short Code atinge fase final com desativação de perfis e site
Na manhã desta sexta-feira, 6 de setembro, foi cumprida a terceira e última etapa da Operação Short Code, uma ação que investiga crimes cibernéticos e ataques difamatórios contra a atual diretoria da cooperativa de plano de saúde Unimed Cuiabá. A nova gestão assumiu o controle da empresa após a descoberta de um rombo de R$ 400 milhões nas contas, causado por irregularidades administrativas que abalaram a instituição.
Decisões judiciais impõem restrições rigorosas
Nesta fase, a Justiça determinou a desativação imediata de perfis em redes sociais e de um site criados especificamente para atacar a cooperativa e seus dirigentes. As ordens incluem:
- Proibição de qualquer tipo de contato entre os investigados, por qualquer meio de comunicação.
- Impedimento de fazer novas postagens ou reativar conteúdos antigos que envolvam a empresa, diretores ou prestadores de serviço, seja em perfis pessoais ou anônimos.
- Aplicação de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento, com cada postagem irregular podendo gerar essa penalidade individualmente.
A proibição se estende a qualquer formato de conteúdo, incluindo texto, imagem, áudio, vídeo, lives, reposts, links ou conteúdo patrocinado, visando coibir completamente a campanha difamatória.
Mandados são cumpridos em múltiplas cidades
Além de Cuiabá, no Mato Grosso, os mandados judiciais estão sendo executados nas cidades de Aparecida de Goiânia e Morrinhos, localizadas no estado de Goiás. A Polícia Civil coordena as ações, assegurando que as determinações sejam rigorosamente aplicadas para proteger a integridade da cooperativa.
Contexto da operação e ataques anteriores
A primeira fase da Operação Short Code foi realizada em junho de 2025, quando foram identificados disparos massivos de SMS com acusações anônimas e conteúdo calunioso contra a atual diretoria. Essas mensagens eram enviadas a médicos cooperados da Unimed Cuiabá, em uma tentativa clara de desestabilizar a imagem pública da nova gestão.
Segundo a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), os responsáveis utilizavam short codes – códigos curtos de mensagens – para atrair os profissionais a acessarem páginas com conteúdos difamatórios. Essa estratégia revela uma campanha organizada para minar a credibilidade da cooperativa, que já enfrentava desafios financeiros significativos devido ao rombo anterior.
A operação destaca os esforços das autoridades para combater crimes digitais e proteger instituições de saúde contra ataques que podem prejudicar não apenas a administração, mas também a confiança dos associados e a prestação de serviços essenciais à população.



