Um jovem de 18 anos, cujo nome não foi divulgado, foi preso no sábado (9) em Arapiraca, no Agreste de Alagoas, sob suspeita de apologia ao nazismo, ameaças ao youtuber e humorista Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, e preparação de possíveis atos terroristas. A prisão foi realizada pela Polícia Civil, após monitoramento de agências de segurança dos Estados Unidos.
Histórico de crimes cibernéticos
De acordo com as investigações, o jovem já havia sido apreendido em agosto de 2025, quando tinha 17 anos, por suspeita de envolvimento em crimes cibernéticos graves, incluindo ameaças direcionadas a Felca. Na ocasião, a Justiça determinou sua internação provisória. Após cumprir medida socioeducativa e ser liberado, ele voltou a utilizar redes sociais, fóruns e plataformas digitais para divulgar mensagens de homofobia, intolerância religiosa e apologia ao nazismo.
Cooperação internacional
As investigações também apontaram atos preparatórios relacionados a possíveis práticas terroristas. As informações foram compartilhadas com as autoridades brasileiras por meio de cooperação internacional com agências de segurança dos Estados Unidos, que monitoravam o conteúdo publicado pelo jovem. O delegado Alexandre Leite explicou: "Durante os meses de novembro e dezembro, voltou a disseminar mensagens nazistas e conteúdos com indícios de atos preparatórios para o terrorismo. Foi esse alerta que acabou sendo disparado pela agência americana e encaminhado para a Delegacia da Criança e do Adolescente de Arapiraca".
Internação provisória
Com base nas novas evidências, a Polícia Civil solicitou novamente a internação do investigado. A Vara da Infância e Juventude de Arapiraca determinou a internação provisória pelo prazo inicial de 45 dias. Segundo o delegado Felipe Caldas, o jovem possuía conhecimento avançado em tecnologia e facilidade para se comunicar em outros idiomas, mas utilizava essas habilidades para disseminar conteúdos criminosos e de ódio nas redes sociais.
Acompanhamento contínuo
A polícia informou que o comportamento do investigado continuará sendo monitorado durante o período de internação e poderá passar por reavaliação judicial conforme a evolução do caso.



