Influencer e companheiro são presos em flagrante por venda ilegal de medicamentos no Rio de Janeiro
A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu um mandado de busca e apreensão nesta terça-feira, 24 de setembro, resultando na prisão em flagrante de uma influencer digital e seu companheiro por comercialização ilícita de medicamentos. A operação foi conduzida pela Delegacia do Consumidor (Decon) em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, com base em um mandado expedido pela 1ª Vara das Garantias da capital.
Detalhes da prisão e apreensão de produtos
Durante a ação policial, os agentes apreenderam dezenas de remédios e suplementos em condições impróprias para uso no endereço da influencer. Entre os produtos confiscados estava a tirzepatida, um princípio ativo de emagrecedores cuja comercialização foi expressamente vetada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A influencer, identificada como Larissa Caetano, se apresenta como enfermeira nas redes sociais e possui aproximadamente 400 mil seguidores, onde compartilha rotinas de exercícios e dicas de emagrecimento.
Atuação ilegal nas redes sociais e clínica de estética
Segundo informações da Decon, Larissa Caetano anunciava medicamentos ilegalmente pelas redes sociais, uma prática proibida por lei no Brasil. Além disso, ela administra uma clínica de estética onde realiza procedimentos de harmonização facial. A investigação revelou que a influencer vendia os produtos de forma clandestina, aproveitando sua grande audiência online para promover a comercialização.
Implicações legais e tentativas de contato
A prisão em flagrante do casal ocorreu durante o cumprimento do mandado, destacando a gravidade das acusações de venda ilegal de medicamentos controlados. A TV Globo tem tentado estabelecer contato com a defesa dos acusados para obter mais informações sobre o caso. As autoridades enfatizam que a comercialização de medicamentos sem autorização constitui um crime grave, com riscos significativos à saúde pública.
Este caso serve como um alerta sobre os perigos da venda não regulamentada de produtos farmacêuticos, especialmente em plataformas digitais onde influenciadores podem exercer grande influência sobre seus seguidores. A operação da Polícia Civil reforça a importância da vigilância contínua por órgãos como a Anvisa para proteger os consumidores de práticas ilegais.



