Romeiros do Piauí são surpreendidos por cancelamento de viagem para Aparecida do Norte
Um grupo de romeiros da cidade de Picos, localizada no interior do Piauí, foi vítima de um golpe que resultou no cancelamento de uma viagem programada para Aparecida do Norte, em São Paulo. Os fiéis, que planejavam a peregrinação religiosa, foram informados do cancelamento apenas minutos antes do embarque, conforme relatos à TV Clube. A situação gerou indignação e um prejuízo financeiro estimado em R$ 26 mil, abrangendo passagens, transporte e hospedagem.
Empresa alega problemas financeiros e de saúde
A empresa responsável pela organização da viagem, a Maratur, emitiu uma nota nesta terça-feira (17) reconhecendo as dificuldades enfrentadas. A proprietária afirmou estar passando por um "momento delicado", citando problemas de saúde que afetaram sua rotina profissional. Em comunicado ao g1, ela declarou: "Estou enfrentando um período delicado, inclusive com questões de saúde que demandam minha atenção e cuidados".
O advogado Flávio Bernardes, representante legal da Maratur, reforçou os argumentos, explicando que a empresa enfrenta sérias dificuldades financeiras devido à inadimplência de clientes de viagens anteriores. "Esclarecemos que nossa cliente está passando por dificuldades financeiras, causadas principalmente pela inadimplência de antigos contratos, já que alguns clientes ficaram em débito com a empresa Maratur", afirmou o defensor.
Investigação policial e possíveis ressarcimentos
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Piauí como um possível crime de estelionato. O delegado Jonatas Brasil informou que já foram registrados 14 boletins de ocorrência contra a empresa, e a investigação deve ser concluída nos próximos dias. Enquanto isso, a defesa da Maratur assegurou que a proprietária está organizando um plano para ressarcir todos os clientes prejudicados.
"Informamos que a proprietária da empresa Maratur já está organizando um plano para ressarcir todos os clientes que possam ter sido prejudicados, buscando resolver a situação da forma mais responsável possível", declarou o advogado Flávio Bernardes. Ele também destacou que a empresa atua no ramo do turismo desde 2007, com registro MEI aberto em 2019, e sempre trabalhou com seriedade e compromisso.
No entanto, o advogado admitiu que ainda não teve acesso ao inquérito policial, o que limita sua capacidade de comentar detalhes específicos do caso. A situação continua a mobilizar as autoridades e a comunidade local, que aguarda uma solução justa para os romeiros afetados.



