Uma autônoma de 41 anos tornou-se vítima de um elaborado golpe aplicado por criminosos que se faziam passar por uma empresa de transportes em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. O caso, registrado na segunda-feira (16) na Central de Flagrantes da Polícia Civil, revela uma nova modalidade de fraude que tem como alvo pessoas em busca de oportunidades de trabalho.
O início do golpe nas redes sociais
A vítima relatou às autoridades que na sexta-feira (13) visualizou um anúncio promissor nas redes sociais oferecendo vagas para motoristas em uma suposta transportadora. Interessada na oportunidade, ela realizou imediatamente o cadastro através de um aplicativo específico, enviando seus dados pessoais conforme solicitado.
Contato dos golpistas e primeiras exigências
Pouco tempo após o cadastro, a autônoma recebeu o contato de uma mulher que se apresentou como atendente da transportadora. A falsa funcionária solicitou documentos pessoais completos da vítima, além de informações detalhadas sobre seu veículo particular.
Durante a conversa, a suposta atendente questionou se o automóvel possuía sistema de rastreamento. Ao receber resposta negativa, a golpista informou que seria obrigatória a instalação do equipamento, alegando que a transportadora mantinha parceria com uma empresa especializada para realizar o serviço.
O pagamento fraudulento de R$ 1,3 mil
A falsa funcionária garantiu à vítima que o custo de R$ 1,3 mil para instalação do rastreador seria integralmente restituído após trinta dias de trabalho efetivo. Confiando na veracidade das informações recebidas, a autônoma aceitou realizar o pagamento, optando por parcelá-lo em doze vezes através de seu cartão de crédito.
Nova exigência e desconfiança da vítima
Minutos após a transação, um segundo golpista entrou em contato, desta vez se passando por outro funcionário da empresa. Ele exigiu novos pagamentos da vítima, alegando que ela necessitaria de um certificado emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para poder transportar medicamentos.
Foi nesse momento que a autônoma começou a desconfiar da situação. Com conhecimento prévio sobre o funcionamento desses certificados, ela sabia que não eram obtidos da forma descrita pelos golpistas nem constituíam exigência para motoristas comuns.
O deboche final dos criminosos
Ao confrontar os suspeitos sobre as irregularidades percebidas, a vítima recebeu uma resposta marcada pelo completo deboche. Um dos golpistas reagiu de maneira cínica e encerrou abruptamente a conversa através de mensagem de texto, desejando simplesmente: "feliz carnaval".
Imediatamente após perceber que havia sido vítima de fraude, a mulher entrou em contato com sua instituição bancária para solicitar o cancelamento da compra realizada. Ela também compareceu pessoalmente à delegacia para formalizar a denúncia, que foi registrada oficialmente como estelionato.
Investigações em andamento
A Polícia Civil de São José do Rio Preto já iniciou as investigações sobre o caso, mas até o momento os suspeitos não foram identificados. As autoridades alertam a população sobre a importância de verificar cuidadosamente a legitimidade de empresas que anunciam vagas de emprego, especialmente através das redes sociais.
Este caso serve como um alerta importante sobre os riscos crescentes de golpes aplicados digitalmente, que se aproveitam da vulnerabilidade de pessoas em busca de oportunidades profissionais. As investigações continuam em andamento na tentativa de identificar e prender os responsáveis por esta fraude.



