Garota de programa presa em Porto Alegre por integrar grupo de extorsão com imagens íntimas
Garota de programa presa por extorsão com imagens íntimas em Porto Alegre

Garota de programa é presa preventivamente em Porto Alegre por envolvimento em esquema de extorsão com imagens íntimas

A Polícia Civil realizou nesta sexta-feira, dia 6, a prisão preventiva de uma garota de programa de 23 anos na cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. A jovem, que não teve o nome divulgado pelas autoridades, é suspeita de integrar um grupo criminoso especializado em chantagem e extorsão utilizando imagens íntimas de vítimas.

Operação Consensuale avança com nova prisão

A detenção representa uma continuação da Operação Consensuale, que já havia resultado na prisão de dois homens no dia 27 de janeiro. De acordo com a polícia, a mulher presa é apontada como responsável por viabilizar o acesso às imagens comprometedoras utilizadas para coagir as vítimas. Além disso, ela atuava de forma coordenada com os outros investigados, exercendo pressão psicológica para garantir o pagamento dos valores exigidos.

Durante as ações anteriores da operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Porto Alegre e Canoas, na Região Metropolitana. Os policiais recolheram celulares, dispositivos eletrônicos e mídias de armazenamento, que atualmente passam por perícia técnica para identificar mais evidências.

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Modus operandi do esquema criminoso

O crime iniciava após um encontro presencial, quando os criminosos obtinham imagens íntimas da vítima. Em seguida, esse material era utilizado para exigir pagamentos em dinheiro, sob a ameaça de divulgação para familiares, ex-companheiras e pessoas próximas. A investigação revelou que a garota de programa simulava também estar sendo ameaçada, induzindo a vítima a acreditar que o pagamento resolveria o problema para ambos.

Paralelamente, um homem fazia as cobranças através de perfis em aplicativos de mensagem, enviando vídeos e imagens íntimas para aumentar a pressão psicológica. Um terceiro suspeito disponibilizava a conta bancária utilizada para receber o dinheiro, com o objetivo claro de dificultar o rastreamento pelas autoridades.

No caso específico apurado, os criminosos exigiram o pagamento de R$ 7 mil de uma vítima formalmente reconhecida. O valor total obtido pelo esquema ainda depende da análise completa do material apreendido. O homem responsável pelas ameaças se apresentava falsamente como marido da mulher envolvida na fraude.

Coordenação e cronologia das extorsões

A Polícia Civil afirma que a coordenação das ações indica uma proximidade e atuação conjunta entre todos os envolvidos. As extorsões tiveram início em dezembro de 2025, período no qual as ameaças e exigências financeiras se intensificaram significativamente.

Orientações da polícia para vítimas

As autoridades reforçam que a comunicação rápida do crime é essencial para preservar provas e interromper as ameaças. A Polícia Civil orienta que vítimas de extorsão digital:

  • Não realizem pagamentos aos criminosos
  • Guarde todas as mensagens e evidências recebidas
  • Procurem imediatamente uma Delegacia de Polícia ou Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA)

O sigilo das vítimas é garantido por lei, assegurando a privacidade e proteção durante todo o processo investigativo.

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