Universitário da Ufes é preso em Vila Velha por armazenar material de abuso sexual infantojuvenil
Um estudante de História da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), de 21 anos, foi preso em Vila Velha, na Grande Vitória, suspeito de armazenar material de abuso sexual infantojuvenil. A Polícia Civil encontrou com ele aproximadamente mil vídeos e seis mil imagens com nudez e cenas envolvendo crianças e adolescentes. O suspeito, que não teve o nome divulgado, foi detido na última terça-feira (10) por agentes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), após o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em sua residência no bairro Santa Rita. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (12).
Investigação teve início com alerta da Polícia Federal
De acordo com o delegado Brenno Andrade, titular da DRCC, o jovem era investigado há cerca de um mês. A apuração começou após o recebimento de informações repassadas pela Polícia Federal, por meio do sistema Rapina, que reúne dados de origem internacional sobre crimes dessa natureza. "A gente recebeu, no mês passado, janeiro de 2026, um relatório do sistema Rapina da Polícia Federal, dando conta de que tinha um pedófilo agindo em Vila Velha, e que ele fazia o armazenamento e compartilhamento de fotos e vídeos íntimos. São informações que vêm do exterior, concentradas aqui no Brasil pela Polícia Federal, e depois a PF faz a redistribuição para o respectivo Estado", explicou Andrade.
Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram arquivos de abuso sexual infantil nos dispositivos eletrônicos do investigado. "Quando a polícia chegou ao local, ele informou espontaneamente que havia deletado alguns conteúdos relacionados a abuso e exploração sexual infantil. Ao ser verificado na lixeira, quando ele deu acesso, era possível visualizar miniaturas dessas imagens e gente claramente via que tinha crianças em cena sendo abusadas e por esse motivo foi dado voz de prisão para ele", afirmou o delegado. Além do mandado de prisão preventiva, o suspeito também foi autuado em flagrante pelo crime de armazenamento de conteúdo de abuso sexual infantil.
Perfil dos investigados preocupa autoridades
O delegado destacou que tem chamado a atenção da polícia o número de pessoas mais jovens envolvidas nesse tipo de crime. "A gente sempre fala que não tem classe social, que podem ser indivíduos tanto da classe mais baixa até a mais elevada, mas antes a gente via um perfil com idade mais avançada. Hoje, a gente está investigando pessoas cada vez mais novas consumindo esse tipo de material, nesse caso um adulto de 21 anos, mas, em geral, abaixo dos 30 anos", apontou Andrade. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar possíveis conexões e outros envolvidos.
Este caso reforça a importância da cooperação entre órgãos de segurança pública no combate a crimes cibernéticos, especialmente aqueles que vitimam crianças e adolescentes. A ação rápida da Polícia Federal e da Polícia Civil demonstra a eficácia dos sistemas de monitoramento e a necessidade de vigilância constante contra essas práticas ilegais.



