Calouras da Unesp de Araraquara denunciam perfil fake por assédio sexual nas redes sociais
Calouras da Unesp denunciam perfil fake por assédio sexual

Calouras da Unesp de Araraquara denunciam perfil fake por assédio sexual nas redes sociais

Estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), localizada em Araraquara, no interior de São Paulo, estão enfrentando uma situação alarmante de assédio sexual nas redes sociais. Calouras da instituição denunciam um perfil falso, criado na plataforma X, anteriormente conhecida como Twitter, que tem enviado mensagens de boas-vindas com conotação sexual às recém-aprovadas. O caso, que ganhou repercussão através de publicações em redes sociais, está sendo acompanhado pela universidade, embora ainda não haja denúncias formais registradas na ouvidoria da Unesp.

Perfil fake e mensagens de assédio

O perfil em questão foi criado em janeiro de 2026 e utiliza o nome de Felipe. Ele direciona mensagens de boas-vindas às estudantes que ingressaram na Unesp, mas, ao final dos textos, inclui recados com conteúdo sexual explícito. As mulheres assediadas começaram a denunciar a situação publicamente, compartilhando suas experiências nas redes sociais para alertar outras colegas e buscar apoio.

Em resposta, perfis estudantis, incluindo comissões de recepção e coletivos feministas, se manifestaram através da publicação de notas de repúdio, condenando veementemente o comportamento do perfil fake. Essas ações contribuíram para que o caso ganhasse visibilidade e mobilizasse a comunidade acadêmica em torno da questão do assédio sexual no ambiente universitário.

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Posicionamento da Unesp e investigações

A Ouvidoria da Unesp informou que está ciente do caso e o acompanha de perto, mesmo na ausência de denúncias formais registradas oficialmente no órgão. Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, a ouvidora da Faculdade de Odontologia da Unesp Araraquara, Daniela Gonçalves, explicou que a situação chegou ao conhecimento da instituição através de relatos informais.

Daniela destacou que, com base em indícios, é provável que a pessoa responsável pelas mensagens não seja um egresso da universidade, como inicialmente especulado. Ela enfatizou que o assédio ocorre fora do âmbito físico da unidade, nas redes sociais, o que complica a atuação direta da instituição. A EPTV também solicitou um posicionamento da Secretaria Estadual de Segurança Pública sobre as investigações do caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Orientações para denúncias e coleta de provas

A ouvidora Daniela Gonçalves forneceu orientações importantes para as vítimas que desejam formalizar denúncias. Em todos os sites dos campi da Unesp, há um link para o sistema oficial da ouvidoria, onde podem ser feitas manifestações, denúncias e pedidos de orientação. Os denunciantes têm a opção de se identificar ou manter o anonimato, mas é necessário fornecer um endereço de e-mail válido para receber o retorno da instituição.

Além disso, Daniela ressaltou a importância de coletar provas, como prints das mensagens recebidas, e registrar um boletim de ocorrência nas autoridades policiais. Essas medidas são fundamentais para garantir a investigação adequada do caso e a responsabilização dos envolvidos, reforçando a necessidade de ações conjuntas entre a universidade e os órgãos de segurança pública.

O incidente serve como um alerta para a comunidade acadêmica sobre os riscos do assédio sexual no ambiente digital e a importância de mecanismos de denúncia eficazes. A Unesp continua monitorando a situação e incentivando as vítimas a buscarem apoio através dos canais oficiais, enquanto a sociedade acompanha o desenrolar das investigações.

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