Influenciadora Bia Miranda explica apreensão de notas cenográficas em sua casa pela polícia
Bia Miranda explica apreensão de notas cenográficas pela polícia

Influenciadora Bia Miranda se pronuncia sobre apreensão de dinheiro cenográfico em sua residência

A influenciadora digital Bia Miranda utilizou suas redes sociais para esclarecer a apreensão de aproximadamente US$ 40 mil em cédulas cenográficas pela Polícia Civil em sua casa nesta sexta-feira (27). Em uma série de vídeos e textos, ela explicou que o material seria utilizado para produções fotográficas, imitando poses comuns em conteúdos de estrangeiras.

Operação Desfortuna mira promoção de jogos ilegais

Agentes da Delegacia de Combate ao Crime Organizado, à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) realizaram a segunda fase da Operação Desfortuna, cumprindo mandado de busca e apreensão no imóvel da influenciadora. Segundo as investigações, Bia Miranda é alvo por suspeita de utilizar suas plataformas digitais para promover sites de jogos de azar ilegais.

A polícia informou que a ação foi desencadeada após comunicação da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, indicando que a influenciadora continuava envolvida com a promoção dessas plataformas. Além das notas cenográficas, foram apreendidos joias, um veículo e dispositivos eletrônicos, que passarão por análise pericial.

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Justificativa da influenciadora e negação das acusações

Bia Miranda afirmou que adquiriu as cédulas cenográficas através do site de varejo global Shein, com a intenção de criar conteúdos visuais. "Os policiais simplesmente pegaram umas notas que estavam na sacola da Shein, que veio da Shein porque eu pedi. Eu ia fazer umas fotos, tipo aquelas gringas", declarou ela.

A influenciadora negou veementemente as acusações de utilizar o material para atrair apostadores, questionando: "Me mostra um conteúdo em que eu apareço com dólar? Eu ia fazer, mas todo mundo ia saber que era falso". Ela ainda alertou suas seguidoras sobre os riscos de adquirir itens similares: "Resumindo: meninas, cuidado com o 'dinheiro' que vocês compram na Shein".

Contexto investigativo e histórico da operação

Esta não é a primeira vez que Bia Miranda é alvo da Operação Desfortuna. Em agosto do ano passado, durante a primeira fase, ela não foi localizada pelos agentes. As investigações apontam que a prática de promover jogos ilegais nas redes sociais pode financiar organizações criminosas e causar prejuízos significativos às vítimas.

A Justiça também foi acionada para determinar o bloqueio das contas da investigada, enquanto a polícia continua seus trabalhos para identificar e responsabilizar todos os envolvidos no esquema.

Nota oficial da defesa e princípio da presunção de inocência

Os advogados de Bia Miranda, Mayara Rodriguez, Graziella Salti, Marco Antonio Pereira Marques e Felipe Passos, emitiram uma nota oficial esclarecendo os fatos. Eles destacaram que a busca e apreensão é um procedimento investigativo previsto em lei, que não implica reconhecimento de culpa.

A defesa argumentou que a utilização de itens cenográficos é prática comum no meio publicitário digital, ressaltando que as cédulas apreendidas possuem imagens incompatíveis com moedas oficiais, como figuras ilustrativas e até a representação de um casal, evidenciando que não se tratam de imitações capazes de enganar.

Os advogados enfatizaram o princípio constitucional da presunção de inocência e afirmaram que a influenciadora está colaborando integralmente com as autoridades. "A defesa confia que, ao final da apuração, será demonstrada de forma clara a licitude das condutas praticadas", concluíram.

A Polícia Civil reforçou que a operação faz parte de um conjunto de ações contra jogos de azar ilegais, com o objetivo de combater atividades que possam estar associadas ao crime organizado. As investigações permanecem em andamento para apurar todas as circunstâncias do caso.

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