PL se divide sobre nome para vaga de Castro ao Senado após operação da PF
PL se divide sobre vaga de Castro ao Senado após PF

A operação da Polícia Federal contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), realizada nesta sexta-feira, 15, tende a aprofundar as divisões internas do partido sobre quem poderá substituí-lo na corrida ao Senado. A situação do político já era motivo de constrangimento entre caciques da legenda, que nos bastidores vinham rifando sua candidatura.

Disputa interna no PL

De um lado, a ala ligada a Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente, aposta no nome do ex-chefe da Polícia Civil, Felipe Curi, filiado ao PP. Curi vinha ganhando força para o posto, e seu discurso duro em relação à segurança pública é seu grande capital político. Do outro lado, o grupo de Douglas Ruas, pré-candidato a governador com o apoio de Altineu Côrtes, presidente estadual do PL, defende que a vaga seja preenchida por alguém do próprio partido, de preferência da bancada federal.

Ruas é próximo do deputado Carlos Jordy, que o chamou de “futuro senador” em um encontro no gabinete da Alerj. A preferência do grupo é que o nome saia da bancada federal do PL.

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Felipe Curi admite possibilidade

Em entrevista a VEJA, Curi admitiu a possibilidade de um voo mais alto. Atualmente pré-candidato a deputado federal, ele afirmou: “Se ali na frente abrir uma janela para o Senado, estou disposto a conversar com o meu partido e com Flávio Bolsonaro. Precisaria ter o apoio maciço de todos”. A declaração foi dada antes da operação contra Castro.

Na pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril, Curi soma 6% das intenções de voto para o Senado, à frente de Márcio Canella (União Brasil) e empatado na terceira posição com Marcelo Crivella (Republicanos). Castro tinha 12%, e Benedita da Silva (PT), 10%.

Desgaste de Castro

Caciques do PL mediam o desgaste de Castro, inclusive com pesquisas internas. A inelegibilidade decidida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se somava à exposição negativa provocada pelo pente-fino do desembargador Ricardo Couto no governo. Além disso, a cúpula temia que, a qualquer momento, o ex-governador fosse alvo de uma operação da PF relacionada aos investimentos do Rioprevidência no Banco Master.

A ação desta sexta-feira apura suspeitas de fraudes fiscais, ocultação patrimonial e evasão de recursos ao exterior envolvendo empresas do setor de combustíveis. Agentes cumpriram buscas na casa do ex-governador, na Barra da Tijuca, com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na quinta-feira, 14, Castro postou um vídeo com Altineu Côrtes em Brasília, numa tentativa de mostrar respaldo à sua candidatura.

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