Barbie do Crime é condenada por golpes em mais de 100 vítimas em anúncios falsos
Barbie do Crime condenada por golpes em 100 pessoas

Barbie do Crime é condenada por aplicar golpes em mais de 100 vítimas

A modelo Bruna Cristine Menezes de Castro, conhecida popularmente como a Barbie do Crime, foi condenada pela Justiça de Goiás por aplicar golpes em mais de 100 pessoas através de anúncios falsos de produtos importados nas redes sociais. O caso, que se estende por anos, revela uma trama de fraudes que causou prejuízos significativos às vítimas.

Detalhes dos golpes e prejuízos causados

Segundo investigações da Polícia Civil, Bruna atuou por aproximadamente cinco anos, criando perfis falsos em plataformas digitais para vender itens como celulares, maquiagens e perfumes. As vítimas, residentes em Goiás e outros estados, efetuavam pagamentos, mas nunca recebiam as mercadorias. O delegado Eduardo Prado, titular da Delegacia Estadual de Defesa do Consumidor (Decon), destacou que o prejuízo inicial foi estimado em R$ 50 mil para 20 denunciantes, mas o número de afetados pode ter ultrapassado a centena.

Em um exemplo específico, o Ministério Público relatou que a modelo recebeu R$ 3,1 mil pela venda de um smartphone que nunca foi entregue, enquanto outra vítima pagou R$ 700 como entrada para o mesmo produto, sem sucesso. Bruna frequentemente cancelava contas e criava novos perfis, usando pseudônimos como Maria para evitar detecção.

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Ironia durante as investigações e arrependimento no tribunal

Durante o período de investigação, a Barbie do Crime demonstrou desdém pelas acusações. Em conversas divulgadas pela polícia, ela ironizou as vítimas e as investigações, chegando a afirmar em uma mensagem: Meu orixá é forte. Quando alertada sobre a possibilidade de prisão, respondeu com risos e questionamentos, como em um diálogo onde uma cliente disse: Ainda vou te ver atrás das grades, e Bruna retrucou: Sério amor? kkkkkkk. Será?.

Contudo, durante o julgamento em setembro de 2015, na 11ª Vara Criminal de Goiânia, a modelo adotou um tom diferente. Ela confessou ter vendido celulares sem entregá-los a duas pessoas e expressou arrependimento, alegando que problemas pessoais, incluindo uma separação conjugal, impediram a conclusão das transações. Bruna afirmou ao juiz Donizete Martins de Oliveira que pretendia reparar os danos, retomando o trabalho na empresa de seu padrasto e dando aulas de italiano, aproveitando sua dupla nacionalidade.

Condenação e desdobramentos legais

Em 2015, Bruna foi condenada a prestar serviços comunitários e pagar uma multa equivalente a 10 salários mínimos. Inicialmente, a sentença previa mais de dois anos de prisão, mas, por não envolver violência ou ameaças, foi convertida em penas alternativas, conforme o Código Penal. No entanto, ela não cumpriu a prestação de serviços, o que levou a Justiça a emitir um mandado de prisão.

Após se entregar em fevereiro de 2021, a modelo cumpriu prisão domiciliar em Goiânia. Em janeiro de 2026, foi presa novamente no Parque Atheneu, na capital goiana, evidenciando a continuidade dos processos judiciais. Seu advogado, Flávio Cavalcante, afirmou que Bruna admitia apenas parte das denúncias, contestando outras alegações.

O caso da Barbie do Crime serve como alerta sobre os riscos de fraudes online e a importância da vigilância nas transações digitais, enquanto a Justiça busca garantir reparação para as dezenas de vítimas afetadas por seus golpes.

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