Barbie do Crime é soltada após decisão judicial em Goiás
A modelo Bruna Cristine Menezes de Castro, amplamente conhecida como a Barbie do Crime, recuperou a liberdade nesta quarta-feira (4) após a Justiça aceitar um pedido de revogação da prisão apresentado por sua defesa. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), marcando mais um capítulo no caso que envolve acusações de estelionato praticado através das redes sociais.
Detalhes da decisão e posicionamento da defesa
De acordo com os dados oficiais, a defesa de Bruna argumentou que o caso se tratava de um desentendimento civil e que a investigada já havia buscado meios para reparar os prejuízos alegados pelas vítimas. Em nota enviada à imprensa, os advogados destacaram que ficou comprovado que a modelo não tentou fugir das responsabilidades do processo.
O Ministério Público concordou com o pedido de soltura, apontando que não existiam motivos suficientes para a manutenção da prisão preventiva. No entanto, a decisão judicial ressaltou que a medida pode ser revista ao longo do andamento processual, mantendo Bruna sob responsabilidade legal.
Contexto do caso e histórico de investigações
Bruna Cristine responde por estelionato e é suspeita de anunciar produtos como celulares, maquiagens e perfumes importados nas redes sociais, sem realizar as entregas aos clientes. A Polícia Civil investiga as denúncias que remontam a 2015, quando aproximadamente 20 moradores de Goiânia registraram ocorrências, alegando um prejuízo total estimado em R$ 50 mil.
Ela foi presa pela segunda vez na sexta-feira (30), no bairro Parque Atheneu, em Goiânia. A defesa apresentou um comprovante de pagamento em juízo referente a um dos processos de estelionato que tramita desde 2021, embora a modelo continue respondendo ao processo mesmo em liberdade.
Repercussão e comportamento da acusada
Durante as investigações, a Barbie do Crime ganhou notoriedade por ironizar as denúncias em conversas com clientes e em uma conta no Instagram criada para expor suas ações. Relatos indicam que ela ria quando as vítimas mencionavam a possibilidade de prisão, demonstrando descaso com as acusações.
Em 2015, Bruna foi condenada a prestar serviços comunitários e ao pagamento de uma multa equivalente a 10 salários mínimos por crimes similares. Na ocasião, ela confessou os delitos e declarou publicamente seu arrependimento, embora as investigações tenham continuado devido a novas denúncias.
O caso ilustra os desafios enfrentados pela Justiça e pelas autoridades policiais no combate a golpes aplicados através da internet, especialmente quando envolvem figuras públicas que utilizam sua imagem para atrair vítimas em diversos estados do Brasil.



