Vereador e policial civil dispara contra cães durante operação antidrogas em Itu
Vereador atira contra cães em operação policial em Itu

Vereador e policial civil dispara contra cães durante operação antidrogas em Itu

Um vereador que também atua como policial civil foi flagrado atirando com uma arma de fogo em direção a cães durante uma operação contra o tráfico de drogas em Itu, no interior de São Paulo. O incidente ocorreu na segunda-feira, dia 6, no bairro Potiguara, mas as imagens que mostram os fatos só foram divulgadas na sexta-feira, dia 10.

Contexto da operação e reação dos animais

No vídeo que circula nas redes sociais, é possível observar Moacir Covas, do Podemos, caminhando entre outras pessoas, aparentemente envolvido em uma discussão. As cenas também registram uma pessoa algemada no local. Em pelo menos dois momentos distintos, um dos quatro cães presentes tenta avançar contra o policial, que então efetua disparos em direção ao chão, próximo aos animais, fazendo com que eles recuem imediatamente.

Em entrevista ao g1, o vereador confirmou que atirou durante a ação policial e justificou que o objetivo era exclusivamente espantar os cães. "Não foi acidental, foi para espantar cães que estavam me mordendo, mas atirei ao chão que era terra e em uma distância segura, enquanto dava ordens para um traficante que estava sendo preso e resistiria à prisão. Nenhum dos animais ficou ferido. Estão todos lá", declarou Covas.

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Defesa baseada no Código Penal e críticas às imagens

O vereador e policial civil ainda citou que sua conduta está respaldada pelo Código Penal, especificamente no artigo 24, que trata de "fato típico para salvar direito próprio ou alheio de perigo", incluindo situações com cães considerados bravos. Ele minimizou as investidas dos animais, descrevendo-as como superficiais e afirmando que não necessitou de atendimento médico após o ocorrido.

Moacir Covas também criticou a divulgação das imagens, sugerindo que há uma intenção de prejudicá-lo politicamente. "É preciso analisar o contexto geral. Eu não tinha outros meios, naquele momento, para cessar uma ameaça, tinha? Deveria ter corrido? Deixado de prender o traficante? Deixar os cães continuarem a me morder? Por outro lado, o tiro, desferido por um profissional, em local seguro, tão e somente para fazer barulho e espantar os cães, machucou alguém? Feriu algum cachorro?", questionou.

Resultados da operação policial e aguardando posicionamento

A ação policial que gerou a polêmica resultou na prisão de duas pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas. Durante a operação, foram apreendidos:

  • Aproximadamente 23 porções de maconha considerada "gourmet".
  • Cerca de 83 porções de maconha prensada.
  • Diversos celulares.
  • Dois códigos QR com chaves PIX vinculadas a números de telefone.
  • Um simulacro de arma de fogo.

O g1 aguarda um posicionamento oficial da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo sobre o caso, que tem gerado debates sobre o uso de força policial e a proteção animal durante operações.

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