Grupo é denunciado por maus-tratos à capivara no Rio após filmar agressões
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou seis homens por maus-tratos a uma capivara na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio. Os suspeitos filmaram e debocharam do ataque enquanto o animal agonizava, em um caso que chocou a população e mobilizou autoridades.
Detalhes do crime e prisão preventiva
O ato ocorreu em março deste ano, e os envolvidos foram presos preventivamente ainda no dia do crime. Após serem localizados pela Polícia Civil, os suspeitos admitiram ter participado da agressão, alegando que a intenção era abater o animal para consumo próprio. No entanto, o MPRJ aponta indícios de que esta não teria sido a primeira ação do grupo na região.
Uma testemunha identificou um dos acusados como autor de agressões contra outra capivara, ocorrida poucos dias antes no mesmo bairro. Isso sugere um padrão de comportamento criminoso, reforçando a gravidade das acusações.
Acusados e crimes imputados
Os suspeitos Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo vão responder por:
- Maus-tratos com emprego de crueldade
- Caça ilegal
- Corrupção de menores
- Associação criminosa
De acordo com as investigações, o grupo contou com a participação de dois adolescentes para cercar e atacar o animal utilizando pedras e pedaços de madeira cravejados com pregos. O laudo veterinário anexado ao processo detalha a gravidade das agressões: a capivara sofreu traumatismo craniano e uma lesão ocular severa.
Danos ambientais e materiais
Além dos danos à fauna, pedras arremessadas pelo grupo atingiram veículos que estavam estacionados na região, causando prejuízos materiais. O Núcleo de Proteção e Defesa dos Animais (NPDA/GAEMA) moveu uma ação na esfera cível exigindo a reparação de danos ambientais, materiais e morais coletivos.
Com base em um laudo técnico, o prejuízo foi estimado em R$ 44.632,57. Este valor, que deve ser pago pelos seis homens, será destinado a instituições voltadas ao atendimento veterinário e ao Fundo Estadual de Meio Ambiente, visando compensar os impactos negativos.
Situação atual dos acusados
Os acusados permanecem presos preventivamente desde a audiência de custódia realizada no final de março. O caso segue em tramitação, com o MPRJ enfatizando a importância de punições rigorosas para coibir crimes contra a fauna e promover a proteção animal no estado.
Este incidente destaca a necessidade de maior conscientização e fiscalização para prevenir maus-tratos a animais, especialmente em áreas urbanas como a Ilha do Governador, onde a convivência entre humanos e fauna silvestre é frequente.



