Operação ambiental apreende 14 galos e materiais de rinha em Várzea Grande
Um homem foi preso nesta quinta-feira (25) por manter um local utilizado para a prática ilegal de rinha de galos em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, Mato Grosso. A ação resultou na apreensão de 14 galos e diversos materiais relacionados às brigas de animais.
Fiscalização revela cena de maus-tratos
A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), após uma denúncia sobre a existência da atividade criminosa em uma propriedade situada na Estrada do Engordador. No local, os policiais e agentes ambientais encontraram uma cocheira abrigando galos, galinhas e pintinhos.
O morador, que se identificou como proprietário dos animais e do imóvel, foi detido no ato. Durante a vistoria, os agentes observaram que vários galos apresentavam lesões evidentes, incluindo cristas e esporas cortadas, além de ferimentos compatíveis com brigas, indicando claros sinais de maus-tratos.
Materiais apreendidos evidenciam prática criminosa
Além dos animais, foram confiscados objetos diretamente associados às rinhas, tais como:
- Arena de combate montada no local
- Equipamentos de ventilação
- Seringas e vitaminas
- Chocadeira com ovos
- Biqueiras e esporas artificiais
A Perícia Oficial e Identificação Técnica foi acionada para realizar os procedimentos necessários no local. A estrutura da arena, no entanto, não pôde ser removida devido a dificuldades logísticas de transporte.
Enquadramento legal e consequências
O suspeito foi conduzido à delegacia, e o caso será investigado como crime ambiental por maus-tratos a animais. A prática de rinha de galos é considerada crime, conforme estabelece o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9.605/98), que proíbe atos de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais silvestres, domésticos ou domesticados.
Segundo o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, o uso de galos em rinhas configura crime de crueldade, podendo acarretar sanções penais e administrativas severas. As autoridades reforçam que essa atividade viola as normas de proteção animal e será rigorosamente combatida.



