Lixo se acumula em Noronha e empresa tem 48 horas para retirar 400 toneladas de resíduos
Uma semana após dois gestores da Administração de Fernando de Noronha terem viajado de carona num avião da Ambipar, empresa multada por acúmulo irregular de lixo, apenas o superintendente de infraestrutura, Sérgio Costa, foi exonerado. Já o assessor jurídico André Luiz Pereira de Azevedo, que também estava no voo, permanece na função. A viagem ocorreu da ilha para o Recife, levantando questões sobre a conduta dos servidores públicos.
Exoneração e permanência de gestores
Em nota, a Administração de Noronha informou que o afastamento do superintendente foi realizado por causa da carona. Segundo o governo, a prática não é adotada nem recomendada aos servidores, que devem utilizar voos regulares. O g1 questionou o governo local para saber por qual motivo André Azevedo não foi afastado, mas até a última atualização desta reportagem, não houve resposta.
Multa e prazo para retirada do lixo
A Ambipar foi multada em R$ 700 mil pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) por acúmulo irregular de lixo na Unidade de Triagem de Resíduos Sólidos (UTRS) de Fernando de Noronha. A multa foi aplicada após fiscalização realizada no dia 12 de fevereiro. Também no dia 12, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) notificou a Administração de Fernando de Noronha pelo acúmulo irregular de lixo na usina da ilha.
O órgão deu prazo de 48 horas para que medidas fossem adotadas para resolver o problema. No dia 11 de fevereiro, a Administração de Noronha já havia notificado a Ambipar, determinando que a empresa organizasse e retirasse ao menos 400 toneladas de resíduos da ilha no prazo de 48 horas. No entanto, a determinação não foi cumprida, agravando a situação ambiental na região.
Falta de resposta das autoridades
O g1 perguntou quais providências seriam tomadas pelo governo local em relação ao não cumprimento do prazo e à permanência do assessor jurídico, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. Isso destaca a urgência e a complexidade do problema do lixo em Fernando de Noronha, que envolve questões ambientais, administrativas e de transparência pública.