O litoral da região metropolitana de Natal apresenta cinco pontos considerados impróprios para banho neste fim de semana. A informação consta no Boletim da Balneabilidade das Praias do Rio Grande do Norte, divulgado na sexta-feira (2) pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).
Pontos críticos no litoral potiguar
De um total de 51 trechos monitorados, 46 praias receberam classificação própria para os banhistas. No entanto, cinco locais específicos apresentaram níveis de contaminação acima do permitido. Os pontos identificados como impróprios para banho são:
- Foz do Rio Pirangi, em Nísia Floresta;
- Rio Pirangi (Ponte Nova), em Parnamirim;
- Rio Pirangi-Pium (Balneário Pium), em Parnamirim;
- Areia Preta (Escadaria de Mãe Luíza), em Natal;
- Maracajaú (Mercado Público), em Maxaranguape.
Como funciona o monitoramento da qualidade da água
O Programa Água Azul, responsável pelo boletim, tem como objetivo informar banhistas e turistas sobre as condições das praias monitoradas. A análise é realizada a partir de uma base de dados que verifica a quantidade de coliformes termotolerantes encontrados em amostras de água coletadas semanalmente.
A classificação segue as normas estabelecidas pela Resolução n.º 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Os pesquisadores avaliam os resultados de cinco semanas consecutivas para determinar se um trecho está próprio ou impróprio.
Um local é considerado impróprio para banho em duas situações: se dois ou mais resultados, dentro de cinco semanas, apresentarem mais de mil coliformes fecais por 100 ml de água; ou se a análise mais recente registrar mais de 2.500 coliformes fecais por 100 ml, sendo esta única amostra suficiente para a classificação negativa.
Parceria para a análise ambiental
O estudo é uma parceria entre o Idema, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern). A iniciativa busca oferecer transparência e segurança aos frequentadores das praias do estado, baseando-se em critérios técnicos e científicos consolidados.
O boletim é uma ferramenta essencial para o planejamento de banhistas e para a gestão ambiental do litoral potiguar, destacando a importância do monitoramento contínuo para a saúde pública e a preservação dos ecossistemas costeiros.