Vítima fatal de deslizamento em Muriaé permanece sem identificação após dez dias da tragédia
Dez dias após um deslizamento de terra atingir uma residência no bairro Vila Conceição, em Muriaé, Minas Gerais, o idoso que faleceu soterrado na tragédia continua sem identificação. Nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, a Polícia Civil divulgou detalhes físicos e informações sobre as roupas da vítima com o objetivo principal de localizar familiares ou conhecidos que possam auxiliar no reconhecimento.
Detalhes do acidente e características da vítima
O corpo do homem foi localizado na madrugada do dia 10 de fevereiro, na Rua Rafael Stanzani da Silva, após um barranco ceder completamente devido às fortes chuvas que castigaram a região da Zona da Mata mineira. Segundo laudos periciais preliminares, o indivíduo apresenta as seguintes características físicas distintivas:
- Cor da pele: Branca
- Idade aparente: Aproximadamente 70 anos
- Altura: Cerca de 1,66 metro
- Tatuagens: Não possui marcas aparentes
No momento do resgate, o idoso vestia uma camisa de cor vermelha combinada com uma bermuda branca. Investigadores destacam que essas vestimentas podem ser elementos cruciais para o reconhecimento por parte de pessoas próximas.
Apelo das autoridades e informações para contato
A Polícia Civil faz um apelo urgente para que familiares, amigos ou qualquer cidadão que possua informações relevantes sobre a identidade do homem compareça imediatamente à delegacia mais próxima. Alternativamente, os interessados podem entrar em contato direto com o Posto Médico Legal de Muriaé, localizado na Rua Domingos Wilson Abdalla do Amaral, s/nº, no bairro Santa Lúcia.
O telefone disponível para esclarecimentos e informações é o (32) 3722-2777. As autoridades reforçam a importância dessa colaboração pública para dar um desfecho digno ao caso e proporcionar o necessário suporte às possíveis famílias enlutadas.
Contexto da tragédia e situação anterior da vítima
Relatos preliminares indicam que o homem que veio a óbito no deslizamento vivia em situação de rua antes de conseguir abrigo na residência atingida pelo barranco. Este incidente ocorre em um contexto de chuvas intensas na região, que já provocaram outros eventos trágicos similares, incluindo um caso em Eugenópolis onde quatro integrantes de uma mesma família faleceram soterrados após o rompimento de um açude.
A Defesa Civil municipal tem monitorado áreas de risco, mas eventos climáticos extremos continuam representando ameaças significativas para comunidades vulneráveis em diversas localidades de Minas Gerais.