Hepatite A: Juiz de Fora concentra 70% dos casos em Minas Gerais
Hepatite A: Juiz de Fora tem 70% dos casos de MG

Juiz de Fora concentra 70% dos casos de hepatite A em Minas Gerais, conforme dados divulgados pela Secretaria de Saúde. Até o fim de abril, a cidade registrou 808 casos confirmados, número superior ao total acumulado nos últimos dez anos. Nesta terça-feira (12), foi confirmada a primeira morte pela doença em 2026: Ângela Cristina Terra Pinto, de 60 anos, que deu entrada no Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus no dia 28 de abril e faleceu dois dias depois.

Cenário atual e medidas da Secretaria de Saúde

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde informou que há aumento no número de casos, mas ainda não há caracterização de surto. Também não há evidências de relação com as chuvas fortes de fevereiro. Diante do cenário, a Secretaria de Saúde ampliou o público-alvo da vacinação, principal forma de prevenção, disponível gratuitamente no SUS.

Quem pode se vacinar?

  • Crianças de 15 meses a menores de 5 anos não vacinadas
  • Gestantes
  • Pessoas com doenças hepáticas
  • Imunossuprimidos
  • Pessoas em uso de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV
  • Não vacinados de 11 a 39 anos que são contatos domiciliares de casos confirmados
  • Contatos sexuais de casos confirmados, qualquer idade

O que é a hepatite A?

A hepatite A é uma infecção viral transmitida principalmente por via fecal-oral, associada a más condições de higiene e saneamento ou por via sexual. O período de incubação varia de 15 a 50 dias. Os sintomas surgem de forma súbita e incluem:

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram
  • Icterícia (pele e olhos amarelados)
  • Urina escura (cor de café) e fezes esbranquiçadas
  • Cansaço excessivo, tontura, enjoo e vômitos
  • Dor abdominal e febre baixa

Ao perceber esses sinais, recomenda-se procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde ou UPA para diagnóstico e acompanhamento.

Tratamento

Não há tratamento específico para hepatite A. O mais importante é evitar a automedicação, pois medicamentos desnecessários ou tóxicos ao fígado podem piorar o quadro. Na maioria dos casos, recomenda-se repouso, hidratação, alimentação leve e equilibrada, e medicamentos para alívio dos sintomas. A hospitalização é indicada apenas em casos de insuficiência hepática aguda.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar

Prevenção

  • Lavar as mãos após usar o sanitário, trocar fraldas e antes de preparar alimentos
  • Lavar com água tratada, clorada ou fervida os alimentos consumidos crus, deixando de molho por 30 minutos
  • Cozinhar bem os alimentos, especialmente mariscos, frutos-do-mar e peixes
  • Higienizar pratos, copos, talheres e mamadeiras
  • Utilizar instalações sanitárias adequadas
  • Em creches, escolas, lanchonetes e restaurantes, desinfetar superfícies com hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária
  • Evitar banhos em valões, riachos, chafarizes, áreas de enchente ou próximas a esgoto
  • Não construir fossas próximas a poços e nascentes
  • Usar preservativos e higienizar regiões genitais, períneo e ânus antes e após relações sexuais