Condenação por homicídio qualificado
Raimundo Nonato Nascimento Cavalcante, conhecido como "Peteca", foi condenado a mais de 29 anos de prisão pela morte do pastor Raimundo de Araújo Costa, de 62 anos. O crime ocorreu em abril de 2021, durante um arrastão no km 70 da Estrada Transacreana, na Rodovia AC-90, zona rural de Rio Branco, no Acre. O júri popular ocorreu nessa quinta-feira (14) e o resultado foi divulgado pela Justiça.
Histórico do caso
Raimundo e outro envolvido, Gerson Feitosa Ferreira Júnior, haviam sido absolvidos em março de 2023, mas a sentença foi anulada, levando a um novo julgamento. Um terceiro acusado, Hualeson Peireira Cavalcante, foi condenado a 26 anos e 8 meses de reclusão. O quarto envolvido, Clodoaldo Bruno de Oliveira, ficou foragido até dezembro de 2022 e teve o processo desmembrado.
Detalhes do crime
No dia 10 de abril de 2021, um grupo de criminosos fez 25 pessoas reféns em uma propriedade na Estrada Transacreana. A ação criminosa se estendeu por dois dias. Os bandidos levaram motocicletas, dinheiro, gerador de energia, eletrodomésticos, celulares e armas. O pastor Raimundo foi morto com um tiro quando estava do lado de fora de casa. Segundo a filha da vítima, mesmo ferido, ele foi espancado pelos criminosos e morreu no local. Ela afirmou que o pai não reagiu e que os criminosos ainda perseguiram seu irmão, que conseguiu fugir para a mata.
Qualificadoras e sentença
O juiz Fábio Alexandre Costa de Farias condenou Raimundo por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena foi fixada em 29 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado. O juiz também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade. A decisão destacou a premeditação e a participação ativa de Raimundo no crime.
Investigação e prisão
A Polícia Militar do Acre (PM-AC) informou que, no dia do crime, equipes foram ao local e encontraram o motorista de aplicativo na entrada do Ramal Macarajuba. Ele demonstrou nervosismo e foi preso. Após percorrer mais de um quilômetro a pé, os policiais encontraram a casa com os 25 reféns, que estavam sob domínio dos criminosos desde as 16h daquele dia. A ação criminosa foi considerada de grande complexidade, devido ao difícil acesso e à violência empregada.



