Israel e o grupo Hezbollah voltaram a trocar ataques, apesar do cessar-fogo em vigor há mais de três semanas. O Ministério da Saúde do Líbano registrou ao menos 17 mortos em bombardeios israelenses no sul do país e nos arredores de Beirute. O Exército de Israel declarou que os alvos eram do Hezbollah e que tomou medidas para reduzir riscos a civis. Já o Hezbollah afirmou que lançou 22 explosivos contra forças israelenses. Três soldados se feriram. Os dois lados se acusam de violar a trégua.
Os bombardeios israelenses atingiram diversas localidades no sul do Líbano, causando destruição e pânico entre a população civil. Equipes de resgate trabalham nos escombros em busca de sobreviventes. O governo libanês condenou os ataques e pediu a intervenção da comunidade internacional para garantir o cumprimento do acordo de cessar-fogo.
Reações internacionais
A Organização das Nações Unidas expressou preocupação com a escalada da violência e instou ambas as partes a respeitarem a trégua. Os Estados Unidos, que mediaram o acordo, também se manifestaram, pedindo contenção e o retorno imediato ao cessar-fogo. A União Europeia classificou os ataques como uma violação grave do direito internacional.
Acusações mútuas
O Hezbollah acusou Israel de iniciar as hostilidades ao realizar ataques preventivos contra supostas posições do grupo. Em resposta, o grupo libanês lançou foguetes em direção a alvos militares israelenses. Israel, por sua vez, afirma que agiu em legítima defesa, após identificar movimentações suspeitas do Hezbollah na fronteira.
Analistas avaliam que o frágil cessar-fogo, estabelecido após intensos combates no ano passado, está cada vez mais próximo do colapso. A situação permanece tensa, com ambos os lados mantendo suas forças em alerta máximo.



