Greve da educação municipal em Rio Branco por reajuste salarial e avanço nas negociações
Os profissionais da educação da rede municipal de Rio Branco deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (20). A suspensão das atividades foi confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e pelo Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal de Rio Branco. Apesar da paralisação, algumas escolas e creches da rede municipal seguem funcionando normalmente. Segundo o sindicato, aproximadamente 50 unidades, entre creches, escolas de educação infantil e de ensino fundamental, aderiram ao movimento.
Além da greve, os trabalhadores também realizam um protesto, nesta quarta (20), em frente à Prefeitura da capital, na Praça da Revolução, para cobrar avanços nas negociações salariais e nas pautas da categoria. O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Rio Branco para solicitar um posicionamento sobre a greve e aguarda retorno.
Reivindicações da categoria
A categoria reivindica melhorias na estrutura das escolas, atualização das gratificações das equipes gestoras e avanço nas discussões sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR). Segundo os sindicatos, a greve foi deflagrada após o esgotamento das tentativas de negociação com a prefeitura. A categoria reivindica ainda a recomposição do poder de compra dos servidores e afirma acumular três anos consecutivos sem reajuste salarial ou reposição inflacionária.
A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, afirmou que a principal pauta do movimento é a reposição salarial dos profissionais da educação municipal. Segundo ela, professores e servidores de apoio acumulam perdas salariais nos últimos anos. “Os funcionários têm piso de tabela de R$ 1,5 mil, enquanto o salário mínimo já está em R$ 1.621. Isso dá uma perda de mais de 21% para os servidores e, no caso dos professores, chega a mais de 26%”, afirmou.
Rosana também destacou que a categoria cobra o cumprimento da carga horária destinada ao planejamento dos professores, prevista em lei, além da atualização de gratificações e mudanças relacionadas à gestão democrática nas escolas. De acordo com a sindicalista, a prefeitura apresentou proposta de reajuste de 5%, mas os trabalhadores defendem que o percentual seja ampliado com mais 5% a partir de novembro deste ano. Ela também criticou a possibilidade de judicialização do movimento e disse que a categoria pretende manter a paralisação até que uma nova proposta seja apresentada pelo Executivo municipal. “Nós já abrimos mão de parte das perdas acumuladas e estamos pedindo 10%. O fim da greve está na mão do prefeito”, afirmou Rosana.
Protesto anterior
Antes da deflagração da greve, os trabalhadores já haviam feito um ato convocatório na última segunda-feira (11), em frente à prefeitura, para pressionar a gestão municipal por avanços nas negociações. Na ocasião, representantes da categoria cobraram a reposição inflacionária do piso do magistério referente aos anos de 2024, 2025 e 2026, além da atualização das tabelas salariais dos servidores da educação. A mobilização foi organizada pelo Sinteac e reuniu representantes de 56 escolas.



