O ator Antônio Fagundes, de 77 anos, revelou em entrevista à BBC Brasil que está sendo processado por uma juíza após impedir a entrada dela em um espetáculo devido ao atraso. O caso reacendeu o debate sobre a política de pontualidade adotada pelo artista em suas apresentações teatrais.
Defesa da pontualidade
Conhecido por sua postura rigorosa contra atrasos, Fagundes explicou que não permite a entrada de espectadores que chegam após o início da peça, como forma de respeito aos artistas e ao público presente. “Quando começo um espetáculo, tenho 650 pessoas sentadas na plateia. Não posso desrespeitar essas pessoas permitindo que duas ou três cheguem atrasadas, falando alto, mexendo no celular, com a luz do telefone ligada”, afirmou.
Detalhes do processo
Segundo o ator, a juíza que o processa abriu a ação na própria comarca onde reside, em uma cidade de cerca de 35 mil habitantes. “Estou sendo processado mais uma vez por uma pessoa que é juíza, inclusive, e que abriu o processo na própria comarca dela, o que eu acho que talvez nem seja legal. Ela mora em uma cidadezinha de 35 mil habitantes e está me processando lá. O que será que vai acontecer?”, questionou.
Repercussão nas redes
O caso gerou grande repercussão nas redes sociais, com internautas brincando sobre a criação de uma suposta “Lei Antônio Fagundes”. O ator comentou o humor: “Já ouvi até uma brincadeira na internet dizendo que querem criar a Lei Antônio Fagundes para que os espetáculos comecem rigorosamente no horário marcado e não seja permitida a entrada após o início”.
Fagundes reforçou que a medida não é pessoal, mas sim uma questão de respeito coletivo. “Depois que a cortina abre, não podemos deixar uma pessoa desrespeitosa atrapalhar o prazer de quem chegou no horário. E todas as pessoas concordam com isso”, concluiu.



