Um homem suspeito de integrar uma quadrilha responsável por ao menos dois roubos milionários de joias em Ribeirão Preto (SP) foi preso na noite desta terça-feira (19). Segundo a Polícia Civil, Emerson dos Santos de Jesus, conhecido como Baianinho, era o responsável pela logística do grupo criminoso. Ele estava foragido desde 2025 e foi localizado em um imóvel no bairro Jardim Wilson Toni.
A quadrilha planejou cerca de 15 assaltos milionários na cidade, mas apenas dois foram executados: o roubo a um prédio de luxo na Rua Campos Sales e o roubo à residência de um casal de idosos no bairro Ribeirânia. De acordo com o delegado José Carvalho de Araújo Júnior, chefe das investigações, Emerson realizou compras de materiais usados no crime, incluindo perucas utilizadas como disfarces pelos criminosos. Além disso, ele é suspeito de auxiliar na fuga da quadrilha e de repassar as joias roubadas.
“Ele participou fazendo a ligação entre os autores do crime e o receptador dos objetos subtraídos. Preparou a logística, levando veículos para a fuga e adquirindo equipamentos, como os disfarces usados no caso da Campos Sales”, destacou o delegado. Até a última atualização desta reportagem, a defesa do homem não foi localizada.
Prejuízo de R$ 10 milhões
Os inquéritos relacionados aos dois crimes foram concluídos, com prejuízos estimados em cerca de R$ 10 milhões. As investigações resultaram em duas ações penais contra dezenas de envolvidos, parte deles já considerados réus na Justiça pelo assalto no prédio do Centro. Os investigados devem responder por crimes como associação criminosa, receptação qualificada, adulteração de sinais identificadores de veículos, roubo e extorsão.
Os outros presos
Desde o início das investigações, 17 pessoas foram identificadas por participação direta nos crimes. Quinze delas já estavam presas e uma continua foragida. Entre os detidos, ao menos quatro atuavam no núcleo financeiro do grupo, responsável por intermediar movimentações bancárias, receber valores extorquidos das vítimas e fazer pagamentos logísticos: Sidney Américo Vieira, Felipe Moreira da Mata, João Paulo César Freires de Oliveira e Widman Henrique Américo Barbosa.
Do núcleo logístico, encarregado de tarefas como a locação do apartamento no nono andar do prédio com documentação falsa e suporte material aos executores, três pessoas foram presas: Fabiana de Paula Fernandes Miranda e Pablo Rodrigues Cardoso, detidos em Ribeirão Preto, e Júlia Moretti de Paula, que se entregou à polícia em Araçatuba após dois meses foragida. A Polícia Civil descartou que Júlia seja uma das lideranças da quadrilha, acreditando que ela foi cooptada a participar do esquema.
Também há pessoas ligadas ao núcleo operacional, que agiram diretamente no assalto. Entre os presos estão Carlos Alberto da Silva e Henrique Eduardo, detidos no bairro João Rossi, zona Sul de Ribeirão Preto, em datas distintas, além de André Luiz Pereira Nunes, abordado enquanto dirigia um carro no cruzamento das avenidas Francisco Junqueira e Plínio de Castro Prado no início de outubro. Além disso, Diego de Freitas, conhecido como “Diego Ouro”, está entre os presos, suspeito de comandar a receptação das joias roubadas de dentro da cadeia, onde já estava preso por suspeita de participação em um roubo a uma casa na Ribeirânia, em maio. Diego seria parte do núcleo financeiro da quadrilha.



