Flávio Bolsonaro diz que não imaginava situação de Daniel Vorcaro ao pedir verba para filme
Flávio Bolsonaro fala sobre pedido de verba a Vorcaro para filme

Flávio Bolsonaro comenta vazamento de áudios com pedido de verba para filme sobre o pai

O senador Flávio Bolsonaro (PP-RJ) esteve em Campinas (SP) nesta sexta-feira (15) para participar do lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP) ao Senado. Durante o evento, ele comentou o vazamento de áudios em que pede recursos ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio afirmou que a captação de recursos foi feita de forma privada e que, na época, ninguém imaginava a situação atual do investidor.

Em seu discurso, Flávio defendeu a iniciativa como uma homenagem ao pai. “Quando um filho quer fazer um filme em homenagem ao próprio pai e a gente vai fazer, busca recursos privados. Tudo certo, direitinho”, disse. Ele acrescentou que o pedido de apoio financeiro ocorreu antes das investigações envolvendo Vorcaro. “É óbvio que lá atrás a gente não imaginava que o investidor chegaria num momento como está hoje, mas lá atrás ninguém no mundo não tinha imaginado”, completou.

O senador também fez referência à situação do ex-presidente e declarou que pretende “libertá-lo” em caso de vitória eleitoral. “A gente vai te libertar e você vai subir aquela rampa, pai, junto com a gente”, afirmou.

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Apoio de Sergio Moro e ausência de Ciro Nogueira

No palco, além de Flávio, estiveram presentes o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), os senadores Sergio Moro e Rogério Marinho, e o deputado federal Maurício Neves. Em seu discurso, Moro disse: “Podem falar o que eles quiserem, podem tentar inverter as narrativas, podem falar um monte de bobagem. O escândalo do Banco Master é um escândalo do governo do PT”. O presidente do Partido Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), investigado na nova fase da Operação Compliance Zero, não participou do evento.

Flávio admite ter mentido sobre relação com Vorcaro

Na quarta-feira (13), reportagem do “Intercept Brasil” revelou áudios e mensagens em que Flávio trata Vorcaro como “irmão” e pede dinheiro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Vorcaro teria pago R$ 61 milhões a Flávio, e a Polícia Federal investiga se os valores foram usados para bancar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Em entrevista ao programa Mais, da Globonews, Flávio afirmou que omitiu publicamente sua relação com Vorcaro devido a uma cláusula de confidencialidade. “Eu não falei que era mentira. Tenho contrato de confidencialidade. Estou falando disso agora porque veio à tona, não tem mais como negar”, disse. Questionado sobre declarações anteriores em que negava contato com o banqueiro, Flávio admitiu: “Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual? Isso gera multa, isso gera exposição dos investidores”. Segundo ele, o contato com Vorcaro era exclusivamente para tratar do projeto audiovisual, e negou irregularidades.

Críticas a Romeu Zema

Flávio também respondeu às críticas do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que o chamou de “imperdoável” após a divulgação das mensagens. “Ele se precipitou. Ele me conhece, sabe que não tem nada de errado. Ele foi induzido a erro no afã de querer ser o primeiro a falar alguma coisa. Normalmente, o mineiro é uma pessoa que tem calma na hora de falar, não tem essa velocidade do Zema”, afirmou Flávio.

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