Pelo segundo mês consecutivo, o Acre registrou queda no número de famílias endividadas. Em abril, 107.877 grupos familiares estavam nessa situação, contra 108.455 em março, uma redução de 0,54%, segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio-AC).
Mais da metade ainda em dificuldades
Apesar da diminuição, 50.512 famílias acreanas (38,1% dos entrevistados) ainda estão com dívidas em atraso. O levantamento, divulgado na terça-feira (12), aponta também que aumentou o número de famílias que não conseguem quitar os débitos: de 15.133 em março para 15.397 em abril, alta de 0,2%.
Comportamento do endividamento em 2026
O ano começou com 107.519 famílias endividadas em janeiro. Em fevereiro, o número subiu para 109.059, o maior índice do ano, antes de cair em março e abril. A Fecomércio-AC destaca que o maior endividamento está entre famílias com renda de até três salários mínimos.
Cartão de crédito é o principal responsável
O cartão de crédito continua sendo a principal fonte de dívidas, especialmente em compras parceladas de itens do dia a dia. O assessor da presidência da Fecomércio-AC, Egídio Garó, alerta que o cenário pode piorar com a alta dos juros e o aumento do custo de vida. “A taxa Selic elevada, somada aos aumentos nos preços dos combustíveis e da energia elétrica, impacta diretamente o orçamento das famílias acreanas, pressionando o uso do crédito”, explicou.
Cenário nacional em alta
Enquanto o Acre registra queda, o Brasil vê o endividamento crescer. Em abril, 80,9% das famílias brasileiras estavam endividadas, totalizando cerca de 14,7 milhões de lares – o quarto aumento consecutivo. Desses, 29,7% têm contas em atraso e 12,3% não acreditam que conseguirão pagar as dívidas nos próximos meses. A CNC aponta que os juros elevados e o custo do crédito impactam principalmente as famílias de menor renda.



