O preço da cesta básica em Rio Branco voltou a subir no mês de abril e passou a custar R$ 667,14 em média, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O levantamento, divulgado nesta segunda-feira (11), aponta um aumento de 3,1% para as famílias de baixa renda da capital acreana em comparação com março.
Comparação com outras capitais
De acordo com o estudo, a diferença entre o maior custo da cesta básica, registrado em São Paulo (R$ 906,14), e o preço em Rio Branco é de R$ 239. No acumulado de 2026, quatro produtos apresentaram alta: tomate (22,8%), feijão carioca (21,4%), carne bovina (9,4%) e banana (3,6%). Por outro lado, oito itens tiveram redução de preço: óleo de soja (-13,3%), café em pó (-7,1%), açúcar cristal (-7,12%), farinha de mandioca (-6,6%), arroz agulhinha (-3,3%), manteiga (-1,1%), leite integral (-0,7%) e pão francês (-0,1%).
Itens com queda no preço
- Óleo de soja: -13,3%
- Café em pó: -7,1%
- Açúcar cristal: -7,12%
- Farinha de mandioca: -6,6%
- Arroz agulhinha: -3,3%
- Manteiga: -1,1%
- Leite integral: -0,7%
- Pão francês: -0,1%
Rio Branco tem a 5ª cesta mais barata
Entre as 27 capitais pesquisadas, Rio Branco ocupa a 23ª posição no ranking de preços, com a 5ª cesta básica mais barata do país, atrás apenas de Porto Velho (R$ 658,35), Maceió (R$ 652,94), São Luís (R$ 639,24) e Aracaju (R$ 619,32).
Impacto na renda do trabalhador
Em abril, o trabalhador de Rio Branco que recebe o salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 90 horas e 32 minutos para adquirir a cesta básica. Em março, o tempo necessário era de 87 horas e 1 minuto. Considerando o salário mínimo líquido, com desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda foi de 44,4% em abril, contra 42,7% em março, um aumento de 3,9%.
Ranking completo das 27 capitais
- São Paulo - R$ 906,14
- Cuiabá - R$ 880,06
- Rio de Janeiro - R$ 879,03
- Florianópolis - R$ 847,26
- Campo Grande - R$ 826,89
- Porto Alegre - R$ 811,82
- Vitória - R$ 810,45
- Curitiba - R$ 796,10
- Belo Horizonte - R$ 793,75
- Goiânia - R$ 787,08
- Brasília - R$ 768,22
- Fortaleza - R$ 767,67
- Palmas - R$ 734,53
- Belém - R$ 727,70
- Boa Vista - R$ 709,68
- Manaus - R$ 697,29
- Teresina - R$ 695,68
- Macapá - R$ 694,88
- Salvador - R$ 677,25
- João Pessoa - R$ 676,44
- Recife - R$ 672,75
- Natal - R$ 669,39
- Rio Branco - R$ 667,14
- Porto Velho - R$ 658,35
- Maceió - R$ 652,94
- São Luís - R$ 639,24
- Aracaju - R$ 619,32
O estudo do Dieese tem como base os preços de 15 produtos alimentícios, considerando a necessidade mensal de famílias formadas por até três adultos ou dois adultos e duas crianças.



