Bombar, tradicional bar do Rio Vermelho em Salvador, anuncia fechamento após oito anos
Bombar, bar tradicional de Salvador, fecha após oito anos

Fim de uma era no Rio Vermelho: Bombar encerra atividades após oito anos

A cena noturna de Salvador perdeu um de seus ícones. A DJ e empreendedora Gabi do Oxe anunciou, através de suas redes sociais na quinta-feira (9), o fechamento definitivo do Bombar, um dos bares mais tradicionais e frequentados do bairro do Rio Vermelho. O estabelecimento, que por oito anos foi ponto de encontro para jovens e adultos, não resistiu às dificuldades financeiras e ao desgaste pessoal da proprietária.

Um sonho que chegou ao fim

Em um vídeo emocionado, Gabi do Oxe compartilhou a decisão dolorosa. "A partir de hoje o Bombar não existe mais, ali era onde estavam dedicados os meus esforços, o meu tempo, a minha vida pessoal dedicada a isso", lamentou a empresária. Ela revelou que tentou de todas as formas manter o bar aberto, mas os obstáculos se mostraram intransponíveis.

Além das dificuldades financeiras, que foram o principal motivo, Gabi citou uma série de fatores que contribuíram para o encerramento:

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  • Acúmulo excessivo de funções
  • Desgaste pessoal intenso
  • Falta de experiência em administração
  • Ausência de uma rede de apoio empresarial

A luta para manter as portas abertas

A proprietária do Bombar foi transparente sobre os esforços que fez para salvar o negócio. Mesmo com o bar frequentemente lotado nos fins de semana, o retorno financeiro não era suficiente para cobrir todos os custos operacionais. "Um dinheiro de um fim de semana não serve só para o fim de semana, ele serve para toda uma cadeia, uma estrutura que envolve custos, que envolve aluguel, que envolve tudo mais", explicou Gabi.

Na tentativa desesperada de manter o estabelecimento funcionando, a empresária chegou a medidas extremas:

  1. Solicitar empréstimos bancários
  2. Trabalhar como DJ em outros locais para gerar renda extra
  3. Investir todo o capital pessoal no negócio

Mudança de endereço e novos desafios

Em julho do ano passado, o Bombar havia passado por uma mudança significativa. O estabelecimento saiu da Rua Canavieiras e foi relocado para o Largo de Santana, em frente à tradicional barraca de acarajé da Dinha. Apesar da nova localização privilegiada, os problemas financeiros persistiam e se agravaram.

Gabi do Oxe também falou sobre as dificuldades enfrentadas como mulher empreendedora no ramo da noite. "Foram muitas vezes tendo que me provar exaustivamente, sofrendo assédio moral, tendo que gritar, me esgoelar para ser respeitada, para que minha voz pudesse ser ouvida", desabafou a proprietária.

O legado do Bombar

Por oito anos, o Bombar foi mais do que um simples bar. Era um espaço cultural que marcou a vida noturna do Rio Vermelho, recebendo diferentes gerações e se tornando referência na cidade. A DJ finalizou sua mensagem com um misto de tristeza e esperança: "O Bombar acaba hoje, junto com ele acaba muita coisa dentro de mim. Acabam muitos sonhos, alegrias e momentos. Mas espero que em breve possa estar vindo aqui de novo, falar coisas boas e positivas e que as coisas se ajeitem".

O fechamento do Bombar representa não apenas o fim de um estabelecimento comercial, mas também o encerramento de um capítulo importante na vida cultural de Salvador, deixando uma lacuna no coração do Rio Vermelho e na memória de seus frequentadores.

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