Cheia do Rio Araguari obriga população a usar canoas em Ferreira Gomes
Cheia do Rio Araguari: população usa canoas em Ferreira Gomes

População se desloca de canoa nas ruas após cheia do Rio Araguari no Amapá

Moradores de Ferreira Gomes, no interior do Amapá, enfrentam dias difíceis após mais uma cheia do Rio Araguari na madrugada desta quarta-feira (20). Ruas inteiras ficaram alagadas e, para se deslocar, muitas famílias passaram a usar canoas como meio de transporte. A situação levou o município a decretar estado de emergência de 180 dias no último domingo (17). Porto Grande, também banhado pelo Rio Araguari, passa por situação crítica.

Atendimento às famílias

Equipes da Secretaria de Assistência Social do Estado se uniram às equipes municipais para reforçar os atendimentos às famílias desalojadas, que somam 30 até o momento. São pelo menos 400 famílias afetadas, segundo a Defesa Civil.

De acordo com o coronel Frederico Medeiros, secretário da Defesa Civil do Amapá, a situação é de um desastre em andamento. “Em Ferreira Gomes temos um desastre em andamento, então é uma inundação que está flutuando segundo a intensidade das chuvas e o regime das marés. A gente faz um trabalho de liberação de vazão em conjunto com as operadoras das Usinas Hidrelétricas, então nós temos um projeto cíclico”, explicou.

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Apoio a outros municípios

Além de Ferreira Gomes, outros municípios também recebem apoio técnico e imediato do Governo do Estado, como Tartarugalzinho, Pracuúba, Porto Grande e Pedra Branca do Amapari. Segundo a Defesa Civil Estadual, a equipe atua em todas essas regiões com monitoramento diário dos rios, emissão de alertas e visitas técnicas, em articulação direta com as coordenadorias municipais. O objetivo é garantir respostas rápidas diante do elevado volume de chuvas que vem atingindo o estado.

Impacto no ICMBio

Na última segunda-feira (18), o nível do rio elevou, atingindo casas de comunidades em Ferreira Gomes e também a sede do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) localizada na Floresta Nacional do Amapá. “Nós tivemos um incremento dessa vazão tanto na segunda-feira como na terça, por conta de fortes chuvas nas cabeceiras dos rios e estamos monitorando. Como não temos estações hidrometeorológicas nas cabeceiras, monitoramos por satélite”, disse o secretário.

A população segue se adaptando à realidade das águas, utilizando canoas para transitar pelas ruas alagadas, enquanto as autoridades trabalham para minimizar os danos e prestar assistência às famílias atingidas.

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