Servidora de Uberlândia suspensa por 10 dias após acidente escolar com aluno fraturado
Servidora suspensa por acidente escolar em Uberlândia

Servidora municipal de Uberlândia é suspensa após acidente grave em escola

Uma servidora da Prefeitura de Uberlândia recebeu suspensão de dez dias de suas funções após um acidente envolvendo alunos dentro de uma escola da rede municipal. O caso, que resultou em fratura em uma criança, foi investigado através de sindicância administrativa que revelou múltiplas falhas por parte da profissional.

Falhas na supervisão e uso inadequado de celular

A decisão administrativa, publicada no Diário Oficial do Município nesta quinta-feira (26), detalha que o acidente ocorreu durante uma atividade escolar quando dois estudantes se envolveram em um incidente que deixou um deles com fratura. A apuração constatou que a servidora estava utilizando aparelho celular em momento incompatível com suas funções, o que contribuiu para a falta de vigilância adequada.

"Restou comprovado que houve conduta mais gravosa, caracterizada não apenas pela omissão no dever de vigilância, mas também pela utilização de aparelho celular em momento incompatível com o exercício da função", afirma trecho da decisão assinada pelo corregedor-geral interino do Município, Gustavo Nascimento Tavares.

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Demora no socorro e falta de comunicação agravaram situação

Além das falhas na supervisão, a investigação apontou que a profissional não comunicou imediatamente a direção da escola nem os responsáveis pela criança após o acidente. Houve também retardamento na prestação de auxílio ao aluno lesionado, fatores que agravaram significativamente a situação.

A sindicância concluiu que houve "comportamento negligente qualificado, com maior grau de reprovabilidade", baseando-se em imagens de câmeras de segurança, depoimentos e documentos internos. A Prefeitura avaliou que, apesar da gravidade das infrações, o caso não justificava punições mais severas como demissão, optando pela suspensão como medida proporcional.

Outros servidores investigados mas não punidos

O processo administrativo também envolveu outros dois servidores que foram investigados por não registrarem o acidente e não comunicarem a família da criança. No entanto, eles não receberam punição porque a penalidade prevista de advertência já havia prescrito.

A denúncia foi recebida em 19 de julho de 2024 e o processo foi instaurado em 9 de agosto do mesmo ano. A decisão destaca que, embora esses profissionais não tenham sido penalizados, houve irregularidades em suas condutas durante o episódio.

O documento oficial não especifica a data exata do acidente nem identifica a escola municipal onde ocorreu o incidente, mantendo certa confidencialidade sobre os detalhes específicos do caso.

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