Mulher dada como morta por médica do Samu após atropelamento recebe alta em Bauru
Mulher dada como morta por médica do Samu tem alta em Bauru

Mulher considerada morta por médica do Samu após atropelamento recebe alta em Bauru

Fernanda Policarpo, de 29 anos, que foi considerada morta por uma médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após um atropelamento em Bauru, no interior de São Paulo, recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira. O caso, ocorrido no dia 18 de janeiro, ganhou repercussão devido às circunstâncias incomuns do socorro e agora está sob investigação por possível omissão de assistência.

Detalhes do acidente e do socorro inicial

No fim da tarde do dia 18 de janeiro, Fernanda Policarpo foi atropelada ao atravessar uma rodovia que corta a cidade de Bauru. Imediatamente, o Samu foi acionado para prestar atendimento no local. No entanto, a médica responsável pelo socorro atestou a morte da vítima, mesmo após ser alertada por testemunhas que insistiam que Fernanda ainda apresentava sinais de vida.

Quase uma hora depois do atropelamento, um outro médico, desta vez vinculado à concessionária que administra o trecho da via, chegou ao local e verificou que Fernanda Policarpo, de fato, tinha sinais vitais. Ele então providenciou o transporte urgente para o Hospital de Base de Bauru, onde a vítima foi internada em estado grave.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Internação e recuperação da vítima

Fernanda Policarpo passou vários dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base, inicialmente em coma. Com o passar do tempo, sua condição clínica começou a apresentar melhoras significativas, permitindo que fosse transferida para um quarto comum. Após um período de internação que se estendeu por semanas, ela finalmente recebeu alta na tarde desta quinta-feira, marcando um desfecho positivo em meio a um caso tão delicado.

Investigações em andamento

O episódio gerou uma série de investigações por parte das autoridades competentes. A Polícia Civil de Bauru abriu um inquérito para apurar uma possível omissão de socorro por parte da médica do Samu que atestou a morte de Fernanda. Paralelamente, a Prefeitura de Bauru, responsável pela gestão do Samu no município, também iniciou uma investigação interna e decidiu afastar a profissional envolvida do serviço.

Além disso, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abriu uma sindicância para avaliar a conduta ética e profissional da médica em questão. A profissional foi procurada pela imprensa para dar sua versão dos fatos, mas até o momento não se manifestou publicamente.

O caso de Fernanda Policarpo serve como um alerta para a importância de protocolos rigorosos em situações de emergência e destaca a necessidade de transparência e responsabilidade nos serviços de saúde pública.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar