Anderson Neiff descreve desespero dentro de van durante ataque a tiros em São Paulo
Anderson Neiff relata ataque a tiros em van em São Paulo

Anderson Neiff relata desespero em van durante ataque a tiros em São Paulo

O cantor Anderson Neiff, baleado após sair de um show em São Paulo no fim de semana, recebeu alta e já retornou ao Recife, onde reside, na segunda-feira (27). Em uma sequência de stories no Instagram, o artista de brega-funk detalhou o crime e afirmou que tentou se deitar no chão antes de ser atingido. A bala alojou-se na parte superior das costas, próxima à clavícula e a poucos centímetros do coração e do pulmão esquerdo, conforme ele mesmo relatou.

“Havia um banco à minha frente. Quando me agachei, foi nesse momento que o terceiro disparo acertou minhas costas. Se eu tivesse permanecido com o tronco ereto, o ortopedista que me examinou disse que o tiro poderia atingir a região do coração. Poderia acertar o lado esquerdo do peito e eu poderia falecer. Mas Deus foi muito bom e me deu um livramento”, afirmou o cantor.

O ataque

O incidente ocorreu na manhã de domingo (26), por volta das 5h50. A van do artista pernambucano transportava Neiff e mais 11 pessoas, incluindo músicos e dançarinos, em direção ao hotel, quando homens em uma motocicleta dispararam contra o veículo. Único atingido no atentado, o cantor disse que deixou a capital paulista o mais rápido possível. Nas publicações, ele negou boatos de “talaricagem” e descartou o envolvimento de rivais do funk paulista no ataque.

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“Pessoal, já estou em Recife desde as 8h da manhã [de segunda-feira, 27]. Saí muito rápido de São Paulo porque estava muito assustado com tudo o que aconteceu. Estou fazendo curativos e tomando remédios”, escreveu antes de gravar os vídeos postados em seu perfil.

Após o ataque, o artista foi atendido no Hospital Sírio-Libanês. Já em casa, Neiff mostrou os presentes que recebeu desde o ocorrido: uma caixa de chocolates e um buquê. “Minha banda, meus funcionários também, meus amigos estão meio em choque. A ficha ainda está caindo, de tudo o que aconteceu, de tudo o que poderia acontecer também, uma fatalidade com qualquer outro inocente. E a gente poderia estar numa situação pior”, afirmou.

O desespero dentro da van

Nos vídeos, o cantor narrou como foi o crime e descreveu o que aconteceu dentro da van enquanto os criminosos disparavam contra o veículo. Segundo Neiff, uma das dançarinas da banda achou que o barulho era de fogos, mas ele já sabia ser o som de tiros e, por isso, puxou o assessor que estava ao lado dele para que ambos se deitassem no chão. Foi nesse momento que ele foi atingido.

“Dentro da van, o caos se instalou. Quando estávamos voltando, eu estava dando uma ‘palestra’, agradecendo a todos pelos shows, falando sobre o nosso grupo, como a banda estava unida, estava gostando do desempenho deles. E aí escutei dois disparos”, disse.

“Parecia um murro”

Neiff disse ainda que se desequilibrou quando levou o tiro e todos ficaram desesperados dentro da van. “Parecia um murro com um empurrão e um saco de cimento. Meio que caí para frente e me desequilibrei. Eu voltei [à posição inicial] e vi Larissa (uma das dançarinas) já no chão. Ela estava muito apavorada, chorando muito”, relatou.

Os criminosos dispararam mais tiros e, depois que eles foram embora, o videomaker da banda perguntou se o artista queria que aquele momento fosse registrado. E o cantor pediu ajuda. “Eu disse: ‘fala baixo, senão a galera fica em pânico’. [...] Eu estava meio que calado, assim, com dor. Aí eu disse: ‘Vini, aperta a minha mão que levei um tiro’. Ele apertou minha mão, com muito sono, mas sabia que era nervosismo. Comecei a perguntar pelos meus filhos”, relatou.

De acordo com Neiff, a van seguiu em direção ao hospital e um segurança o carregou até a emergência. Ao dar entrada, passou por uma cirurgia para retirar a bala. “Estava de olho aberto, mas em choque. [...] Eu estava fora de risco, seria uma cirurgia de baixo risco. E ela [a médica] chamou o cirurgião [...]. Ele fez: ‘ó, dois centímetros e meio e alguns milímetros, ia pegar no pulmão’. E, se pegasse no pulmão, eu só teria alguns minutos de vida. Ia ser uma morte como se fosse afogamento, ia ficar com dificuldade respiratória e ia embora”, contou.

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