De receita baiana a negócio de R$ 200 mil: sucesso do pão delícia
Pão delícia baiano fatura R$ 200 mil mensais em SP

Uma receita afetiva, que remete à infância e às reuniões em família, foi o ponto de partida para um negócio que hoje fatura cerca de R$ 200 mil por mês em São Paulo. A empreendedora Juliana Senna transformou o tradicional pão delícia, típico da Bahia, em uma marca que saiu da cozinha de casa para uma fábrica e, mais recentemente, para uma padaria aberta ao público.

O início inesperado

A história começou de forma inesperada. Juliana se mudou da Bahia para São Paulo para fazer uma pós-graduação em moda e já tinha um emprego encaminhado quando a pandemia mudou os planos. Sem a vaga, passou a cozinhar em casa — e foi nesse período que retomou a receita do pão delícia, carregada de memória afetiva.

Das redes sociais à produção artesanal

A ideia de vender surgiu quase por acaso, após incentivo de familiares e amigos. Uma postagem nas redes sociais foi suficiente para atrair os primeiros clientes. No início, a produção era totalmente artesanal, feita no apartamento, com massa batida à mão e estrutura improvisada. Com cerca de R$ 10 mil de investimento inicial, Juliana comprou equipamentos básicos e começou a estruturar o negócio. O crescimento veio rápido, impulsionado pelo boca a boca e pela divulgação nas redes sociais.

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Expansão e profissionalização

Ainda em 2020, a produção passou de 150 para 300 unidades por dia, o que levou a empreendedora a buscar um espaço maior e contratar o primeiro funcionário. A expansão continuou nos anos seguintes. Em 2021, a produção já chegava a 500 pães por dia, e o negócio ganhou estrutura de fábrica. Para atender às exigências sanitárias e profissionalizar a operação, foram necessários novos investimentos, de cerca de R$ 40 mil.

Inicialmente focada no delivery, a marca ganhou visibilidade ao apostar na construção de uma identidade e na valorização da origem do produto. “Se você faz um produto de qualidade, com um público bem alinhado, você vai longe”, afirma a empreendedora.

Ponto físico e contato direto

Com o aumento da demanda, Juliana decidiu dar mais um passo e abriu um ponto físico para atendimento ao público, integrado à fábrica. O contato direto com os clientes ajudou a apresentar o produto a um público mais amplo, além de reforçar o caráter afetivo da receita. Hoje, a empresa produz cerca de 3 mil pães por dia, conta com uma equipe de 18 funcionários e oferece um cardápio variado, com versões doces e salgadas. Os produtos são vendidos com ticket médio de R$ 70.

Consolidação e futuro

A expansão também incluiu a abertura de uma padaria com café, consolidando a marca no mercado paulistano. A proposta é inserir o pão delícia no cotidiano dos consumidores, ampliando o alcance de um produto ainda pouco conhecido fora da Bahia. Para o futuro, Juliana pretende crescer ainda mais. “Meu maior sonho é levar o pão delícia para São Paulo toda”, diz.

A trajetória da empreendedora reflete um movimento comum entre pequenos negócios que nasceram na pandemia: ideias simples, baseadas em experiências pessoais, que ganharam escala com o apoio das redes sociais e da demanda por produtos artesanais e diferenciados.

Informações da padaria

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