YouTube agora é para maiores de 16 anos: entenda a mudança na classificação
YouTube agora é para maiores de 16 anos: entenda a mudança

O Governo Federal publicou nesta terça-feira, 5, no Diário Oficial da União, uma alteração significativa na classificação indicativa do YouTube. A plataforma, que antes era considerada não recomendada para menores de 14 anos, agora passa a ser classificada como não recomendada para menores de 16 anos. A decisão foi tomada após uma análise técnica realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que identificou a presença de conteúdos considerados prejudiciais a crianças e adolescentes no serviço.

O que muda com a nova classificação?

Com a mudança, o YouTube é obrigado a exibir, em todos os seus serviços, o selo característico de classificação de 16 anos. Além disso, a plataforma deve informar os usuários sobre essa classificação sempre que acessarem suas páginas. A empresa também precisa detalhar, junto ao selo, os principais motivos que levaram à nova classificação: presença de conteúdo sexual, drogas, violência extrema e linguagem imprópria.

Contexto do ECA Digital

A medida está inserida no contexto do novo ECA Digital, uma legislação aprovada no ano passado que tem como objetivo reforçar a segurança de crianças e adolescentes durante o uso de redes sociais. As novas diretrizes já vêm modificando a forma como as plataformas operam no Brasil nos últimos meses. Uma das principais mudanças é a proibição da autodeclaração de idade para acesso às redes. Agora, as plataformas precisam implementar métodos eficazes de verificação de idade para garantir que menores não acessem conteúdos inadequados.

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Outras redes sociais afetadas

O YouTube não é a única plataforma a ter sua classificação elevada recentemente. Na última semana, outras redes sociais também tiveram suas classificações alteradas por decisão do governo. Entre elas estão Kwai, TikTok, LinkedIn, WhatsApp e Pinterest. Todas essas plataformas agora precisam se adequar às novas regras do ECA Digital, que busca criar um ambiente online mais seguro para o público jovem.

A medida representa um passo importante na regulamentação das redes sociais no Brasil, estabelecendo padrões mais rigorosos para a proteção de menores. As empresas que não cumprirem as novas diretrizes estarão sujeitas a penalidades previstas na legislação.

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