IFMA conquista primeira patente internacional com pesquisa inovadora sobre coroa do abacaxi
IFMA ganha patente internacional com pesquisa sobre coroa do abacaxi

IFMA alcança marco histórico com patente internacional para pesquisa sobre coroa do abacaxi

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) celebrou uma conquista inédita ao obter sua primeira patente internacional, fruto de uma pesquisa inovadora que explora o potencial da coroa do abacaxi, uma parte da fruta frequentemente descartada como resíduo. Este avanço científico, desenvolvido no Campus Imperatriz, promete revolucionar diversas indústrias ao oferecer uma alternativa sustentável e de baixo custo para materiais sintéticos.

Descobertas e aplicações práticas da fibra do abacaxi

A pesquisa, liderada pela pesquisadora Ana Angélica Macêdo em colaboração com estudantes do curso de Engenharia Elétrica, Moisés Morais e Fancielle Freitas, identificou que as fibras da coroa do abacaxi possuem propriedades versáteis que podem ser aplicadas em múltiplos setores. Entre as principais utilizações destacam-se:

  • Produtos automobilísticos: como componentes leves e resistentes.
  • Materiais biomédicos: para aplicações em equipamentos de saúde.
  • Dispositivos eletroeletrônicos: integrando sustentabilidade na tecnologia.
  • Embalagens e têxteis: oferecendo opções ecológicas para o mercado.

O trabalho, intitulado "Processo de reticulação de fibras da coroa do abacaxi", foi desenvolvido em parceria com o professor Fernando Mendes, do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC/ESTeSC) em Portugal, onde a patente foi concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Esta colaboração internacional reforça o compromisso do IFMA com a inovação global e a troca de conhecimentos científicos.

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Sustentabilidade e impacto socioeconômico da pesquisa

Um dos pilares fundamentais deste projeto é o foco na sustentabilidade e na acessibilidade. A escolha do abacaxi como matéria-prima se deve à sua abundância no Brasil, um dos maiores produtores mundiais da fruta, o que reduz custos e promove a economia circular. Segundo Jaqueline Nascimento, analista de inovação da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PRPGI) do IFMA, esta iniciativa assegura que o conhecimento gerado pelos pesquisadores retorne à sociedade de forma tangível, impulsionando a inovação e criando novos recursos para a ciência no Maranhão.

"A proposta é desenvolver pesquisas que possibilitem a substituição de materiais de origem sintética por alternativas naturais, alinhando-se com as demandas contemporâneas por práticas mais verdes e eficientes", explicou a pesquisadora Ana Angélica Macêdo. Este enfoque não só beneficia o meio ambiente, ao reduzir o desperdício e a dependência de produtos não renováveis, mas também abre portas para oportunidades econômicas, como a criação de empregos e o fortalecimento do setor agroindustrial local.

Com esta patente internacional, o IFMA consolida sua posição como uma instituição de referência em pesquisa aplicada, demonstrando como a ciência brasileira pode contribuir para soluções globais. O sucesso deste projeto inspira futuras investigações que unam sustentabilidade, tecnologia e desenvolvimento regional, pavimentando o caminho para mais inovações no país.

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