O Banco do Brasil anunciou que registrou R$ 4,25 bilhões em propostas de financiamento durante a Agrishow, a maior feira de agronegócios da América Latina, que foi encerrada na sexta-feira, 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP). O montante superou em 41,6% a estimativa inicial do banco, que era de R$ 3 bilhões, conforme nota divulgada pela instituição financeira.
Investimentos em máquinas, armazenagem e tecnologia
De acordo com o BB, as propostas acolhidas na Agrishow deste ano contemplam investimentos em máquinas, armazenagem, irrigação, tecnologia e custeio. As propostas foram firmadas por produtores de todos os portes, desde a agricultura familiar até a empresarial. O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, destacou que, mesmo em um ambiente mais desafiador, o produtor continua investindo e o BB cumpre seu papel de principal parceiro do agro, oferecendo crédito com responsabilidade e alinhado às necessidades de cada perfil de cliente.
Comparação com o ano anterior
Em comparação com o ano passado, o resultado é ligeiramente inferior aos R$ 4,75 bilhões em propostas acolhidas anunciadas pelo BB em 2025. Apesar da queda, o valor deste ano ainda representa um desempenho expressivo, considerando as condições econômicas atuais.
BB Seguridade: resultado financeiro cresce 58,5% no primeiro trimestre
Em outro balanço divulgado pela BB Seguridade, o resultado financeiro combinado das empresas do grupo somou R$ 507,1 milhões no primeiro trimestre de 2026, uma alta de 58,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado principalmente pela alta da taxa média Selic e pela redução do custo do passivo da Brasilprev, esta última favorecida pela deflação do IGP-M defasado em um mês.
Resultado da holding e composição dos investimentos
Considerando apenas a holding, o resultado financeiro da BB Seguridade foi de R$ 25,3 milhões, uma alta de 259,8% na comparação anual. Em março de 2026, 45,6% dos investimentos das empresas da BB Seguridade estavam em títulos pós-fixados, atrelados ao CDI, contra 41,3% em março de 2025. Já 39,5% estavam em títulos atrelados à inflação, comparado a 43,1% um ano antes, sendo que boa parte deles serve para a gestão do balanço da Brasilprev. Por fim, 14,7% estavam em títulos prefixados, ante 15,5% no mesmo período do ano anterior.



