O Japão enfrenta um número recorde de ataques de ursos, impulsionando a demanda pelo 'Monster Wolf', um robô em forma de lobo que espanta animais selvagens. A fabricante Ohta Seiki registrou um aumento histórico nos pedidos, com 50 unidades encomendadas apenas em 2026, superando a demanda de anos anteriores.
Recorde de vendas do Monster Wolf
Segundo informações divulgadas pela agência de notícias AFP nesta quarta-feira, 13, a Ohta Seiki já recebeu 50 pedidos para produzir o Monster Wolf em 2026, ultrapassando o volume registrado em anos inteiros. 'Nós os fazemos à mão e não estamos conseguindo fazê-los rápido o suficiente. Estamos pedindo aos clientes que aguardem de dois a três meses', afirmou o presidente da empresa, Yuhi Ohta.
O robô, com valor inicial estimado em 3 mil euros (cerca de R$ 17 mil), funciona como um espantalho ativado por movimento. Ele emite cerca de 50 sons gravados, possui pelo artificial e olhos vermelhos de LED, além de girar a cabeça para simular um predador à espreita.
Novos públicos e atualizações
Inicialmente voltado para agricultores, o Monster Wolf agora atrai operadores de campos de golfe, trabalhadores da construção civil e outros profissionais em áreas rurais. A Ohta Seiki planeja atualizações, como uma versão sobre rodas para perseguir animais e patrulhar caminhos, além de um modelo portátil para pescadores e crianças. Modelos futuros devem incluir câmeras com inteligência artificial.
'Queremos aplicar nossa manufatura para ajudar no combate aos ursos', disse Ohta.
Onda de ataques de ursos no Japão
A alta nos pedidos ocorre após o número de avistamentos e ataques de ursos bater recordes no período de 2025-26. Foram 13 ataques e mais de 50 mil avistamentos, ambos mais que o dobro do recorde anterior. O aumento é atribuído à destruição ambiental, levando os animais a invadir lojas, resorts de águas termais, casas e até escolas.
O governo intensificou a caça aos ursos, com 14.601 animais capturados ou abatidos desde o início do ano, outro recorde. Apesar disso, regiões do norte japonês relataram em abril quatro vezes mais avistamentos do que no ano anterior, possivelmente devido ao fim da hibernação.



