Chuva de Meteoros Líridas Atinge Pico e Ilumina o Céu no Interior de São Paulo
A chuva de meteoros Líridas, popularmente conhecida como estrelas cadentes, atingiu o pico de atividade na madrugada desta quarta-feira (22) e pôde ser observada a olho nu no noroeste paulista, conforme informações do Observatório Astrocan, localizado em Nhandeara (SP). O fenômeno estelar, que ocorre anualmente entre os dias 16 e 25 de abril, é considerado um dos mais antigos já registrados pela humanidade, com relatos que remontam a mais de 2.600 anos.
Detalhes do Fenômeno e Observação
De acordo com o astrônomo amador Renato Poltronieri, em entrevista ao g1, a chuva de meteoros está associada à passagem do cometa Thatcher. O momento de maior intensidade foi previsto para a madrugada de quarta-feira, quando, em condições ideais de observação, puderam ser vistos até 18 meteoros por hora. Para acompanhar o espetáculo celeste, os melhores horários variam conforme a região do Brasil:
- Norte e Nordeste: após 23h30
- Sudeste e Centro-Oeste: por volta de 1h30
- Sul: a partir das 3h
Nesses períodos, o céu tende a estar mais escuro, o que favorece a visualização dos meteoros. A observação pode ser feita a olho nu, sem necessidade de equipamentos como telescópios, mas é recomendado procurar locais afastados da iluminação urbana, com céu limpo e pouca interferência de luz.
Histórico e Características das Líridas
Além da beleza, a chuva de meteoros Líridas chama atenção por sua longa história. Renato Poltronieri explicou que registros do fenômeno já eram feitos por civilizações antigas, o que faz das Líridas uma das chuvas de meteoros mais tradicionais da astronomia. Mesmo com uma taxa considerada moderada – entre 10 e 20 meteoros por hora –, o evento segue sendo uma oportunidade valiosa para observadores iniciantes e experientes.
As Líridas são conhecidas por produzir rastros luminosos rápidos e, em alguns casos, mais brilhantes, aumentando o apelo do fenômeno. A chuva ocorre quando a Terra atravessa a nuvem de detritos deixada pelo cometa C/1861 G1, conhecido como Thatcher, de acordo com o Observatório Nacional.
Este fenômeno anual continua a encantar quem deseja observar o céu noturno e acompanhar um dos eventos astronômicos mais conhecidos e históricos, reforçando a importância da astronomia amadora e da preservação de locais com baixa poluição luminosa para apreciar tais maravilhas naturais.



