Um dos dois passageiros de um cruzeiro que desembarcaram em Natal para receber atendimento de emergência, no último sábado (25), morreu na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Cidade da Esperança, na Zona Oeste da capital potiguar, neste domingo (26). A confirmação foi feita pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ao g1. De acordo com a pasta, o homem era natural das Ilhas Maurício, na África, e passou mal dentro da embarcação.
Estado grave e óbito
A Secretaria Municipal de Saúde informou que o paciente foi encaminhado para a UPA Esperança já em estado grave e entubado, com sintomas sugestivos de edema pulmonar. O óbito ocorreu em virtude do agravamento de seu quadro clínico. Foram realizados exames para Covid-19, hepatite e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), todos com resultado negativo. O corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) para investigação da causa da morte. As autoridades portuárias foram acionadas e os protocolos para contatar os familiares foram iniciados.
Desembarque de emergência
O navio Costa Diadema, que seguia para a Europa, parou próximo à costa potiguar. Dois passageiros — um homem e uma mulher — foram levados em um barco salva-vidas ao porto de Natal, onde uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já os aguardava. Embora os dois casos de emergência tenham ocorrido no mesmo navio, não possuem relação direta entre si. Segundo o Porto de Natal, o atendimento envolveu o passageiro estrangeiro com problema respiratório e uma passageira brasileira que sofreu uma queda de escada dentro do cruzeiro.
Passageira transferida para Recife
A mulher que sofreu o acidente no navio é uma idosa de 80 anos que havia embarcado com a família na sexta-feira (24) para uma viagem à Europa. O empresário Moacir Albuquerque, de 44 anos, residente em Natal, foi acionado pelos parentes para auxiliar no socorro. Ele é cunhado de um filho da idosa. "Ela caiu de uma escada e ficou bastante machucada no rosto. Não tem nenhuma relação com o caso do outro passageiro, que é um estrangeiro que estava com febre e problemas respiratórios", explicou. O navio não permitiu que toda a família desembarcasse; apenas uma filha pôde acompanhar a mulher até terra. A família buscou atendimento em hospitais privados da cidade, mas decidiu levar a idosa a Recife após o atendimento ser negado em mais de uma unidade. Segundo o empresário, os hospitais informaram que ela precisaria primeiro passar pelo Hospital Walfredo Gurgel para ser direcionada a eles. Moacir levou as duas mulheres até João Pessoa, onde encontraram uma neta que as transportou para Recife. A mulher passa por exames na capital pernambucana.
O g1 procurou a Marinha e a empresa responsável pelo cruzeiro, mas não recebeu posicionamentos até a última atualização desta reportagem.



