Santos confirma dois casos de mpox em janeiro; estado de SP registra 44 casos em 2026
Santos confirma dois casos de mpox; SP tem 44 registros em 2026

Santos registra dois casos de mpox em janeiro com pacientes já recuperados

A cidade de Santos, localizada no litoral do estado de São Paulo, confirmou oficialmente dois casos de infecção pelo vírus mpox, anteriormente conhecido como varíola dos macacos. De acordo com informações divulgadas pela prefeitura municipal, os pacientes são homens com idades de 25 e 35 anos que apresentaram boa evolução clínica e já receberam alta médica.

Detalhes dos casos e transmissão

Os diagnósticos foram realizados em janeiro deste ano e confirmados nesta sexta-feira, dia 20. A administração municipal destacou que a transmissão da mpox ocorre principalmente através do contato direto entre pessoas, seja pelo contato com a pele ou por secreções, além da exposição próxima e prolongada a gotículas e outras secreções respiratórias. A prefeitura não informou se os dois pacientes tinham alguma relação entre si.

Em comparação com o ano anterior, Santos contabilizou apenas dois diagnósticos da doença em todo o ano de 2025, o que demonstra uma situação epidemiológica controlada na cidade litorânea.

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Panorama estadual e monitoramento

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou que, até quinta-feira (19), foram registrados 44 casos de mpox em todo o estado no ano de 2026. Esses números representam uma redução significativa em relação ao ano anterior, quando houve 79 casos em janeiro e 47 em fevereiro, totalizando 126 diagnósticos nos dois primeiros meses de 2025.

Em nota oficial, a SES-SP destacou que monitora de forma contínua o cenário epidemiológico da mpox no estado e mantém articulação permanente com as secretarias municipais de saúde e com a rede assistencial. Os serviços de saúde realizam:

  • Identificação precoce de casos suspeitos
  • Notificação e investigação epidemiológica
  • Testagem e acompanhamento clínico
  • Rastreamento e monitoramento de contactantes

Sintomas e características da doença

Entre os principais sintomas da mpox estão:

  1. Dor de cabeça
  2. Gânglios inchados (antes da erupção cutânea)
  3. Dor nas costas
  4. Dores no corpo
  5. Calafrios
  6. Feridas na pele (erupções cutâneas)
  7. Febre
  8. Cansaço

Histórico e mudança de nomenclatura

A doença, originalmente chamada de "varíola dos macacos", foi identificada pela primeira vez em colônias de macacos no ano de 1958. Trata-se de uma zoonose viral, ou seja, uma doença que pode ser transmitida entre pessoas e animais. No entanto, segundo a Sociedade Brasileira de Primatologia (SBPr), apesar do vírus receber historicamente a nomenclatura de varíola dos macacos, a doença não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos, que ocorre principalmente entre pessoas contaminadas.

O contágio pode ocorrer também entre pessoas e roedores, como esquilos, e outros mamíferos, incluindo até mesmo o cão doméstico. Por essa razão, em 2022 foi estabelecida a mudança de nome para o termo mpox (monkeypox virus). A necessidade dessa alteração ficou ainda mais evidente quando, em algumas regiões do Brasil, foram registrados ataques contra primatas pela população devido à associação equivocada da doença com esses animais.

Recomendações do Ministério da Saúde

Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão do vírus ocorre principalmente por contato direto (beijos, abraços, relação sexual) com secreções infectadas das vias respiratórias, feridas ou bolhas na pele da pessoa infectada. As recomendações oficiais para casos suspeitos incluem:

  • Evitar o contato próximo com outras pessoas até o desaparecimento completo dos sintomas
  • Realizar isolamento imediato
  • Não compartilhar objetos e material de uso pessoal, como toalhas e roupas de cama

O Ministério da Saúde também informa que não há tratamento específico para a infecção pelo vírus da mpox. A atenção médica é focada em aliviar dores e demais sintomas, além de prevenir possíveis sequelas em longo prazo.

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