Os beneficiários do programa Bolsa Família residentes em Teresina precisam ficar atentos a um prazo crucial. Até esta sexta-feira, 16 de fevereiro, é necessário realizar o acompanhamento de saúde obrigatório nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital piauiense. A exigência, determinada pelo governo federal, é condição para manter o recebimento do benefício social.
Quem deve comparecer e o que é verificado
De acordo com a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, o compromisso é obrigatório para grupos específicos. Devem procurar as unidades de saúde as gestantes, mulheres com idade entre 14 e 44 anos e crianças menores de 7 anos de famílias inscritas no programa.
O acompanhamento inclui uma série de verificações de rotina essenciais para a saúde pública. Entre elas estão a realização do pré-natal, a avaliação do estado nutricional e a atualização da caderneta de vacinação, garantindo que o calendário vacinal esteja em dia.
Risco de bloqueio do benefício
A gerente de Ações Estratégicas da FMS, Elisabeth Lima, alerta sobre as consequências do não cumprimento. "Esses grupos precisam passar por avaliações de rotina para que o benefício não seja bloqueado ou suspenso", afirmou. A medida serve como um controle para assegurar que as condicionalidades do programa, que visam promover a saúde e o desenvolvimento, sejam cumpridas.
A orientação para os beneficiários é clara: ao chegar à UBS, a pessoa deve informar ao setor de SAME (Serviço de Arquivo Médico e Estatística) que é integrante do Bolsa Família e está realizando o acompanhamento obrigatório. As unidades funcionam nos turnos da manhã e da tarde para atender a demanda.
Procedimento simples evita transtornos
O processo é fundamental para a manutenção do auxílio financeiro. A atualização do cadastro de saúde é uma das contrapartidas exigidas pelo governo e sua falta pode levar à interrupção dos pagamentos. Portanto, a recomendação das autoridades de saúde é que os responsáveis pelas famílias beneficiárias não deixem para a última hora e procurem a UBS de sua referência o mais rápido possível.
Manter o benefício ativo depende, portanto, de uma ação simples, mas essencial: comparecer a uma unidade de saúde, realizar os exames e verificações necessárias e regularizar a situação. Dessa forma, as famílias garantem o suporte financeiro e, ao mesmo tempo, cuidam da saúde de gestantes e crianças.