Patente do Mounjaro expira em 2036, mas projeto de lei pode antecipar queda no Brasil
Patente do Mounjaro cai em 2036; projeto pode antecipar

Após Ozempic, quando cai a patente do Mounjaro no Brasil?

A recente quebra da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic e Wegovy, gerou especulações sobre o futuro de outro medicamento em alta: o Mounjaro. Desenvolvido pela farmacêutica americana Eli Lilly e lançado no Brasil em 2025, o Mounjaro é uma caneta de aplicação semanal de tirzepatida, aprovada para tratar obesidade e diabetes tipo 2.

Data oficial de expiração da patente

Segundo apuração de VEJA junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), a patente da tirzepatida, base do Mounjaro, expira oficialmente em 5 de janeiro de 2036. Isso significa que, atualmente, há pelo menos uma década até que outras empresas possam desenvolver e lançar versões genéricas do medicamento.

Mecanismo de ação e eficácia

Enquanto o Ozempic imita o hormônio GLP-1, que atua no aumento da saciedade e controle da glicemia, o Mounjaro simula duas substâncias: GLP-1 e GIP. Estudos clínicos demonstraram que o remédio proporciona melhoras expressivas em pacientes com diabetes tipo 2 e alcança perdas médias de 20% do peso corporal, a maior faixa entre medicamentos aprovados globalmente.

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Debate sobre antecipação da queda da patente

No entanto, um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados busca antecipar o fim da patente da tirzepatida. A proposta, polêmica, argumenta que:

  • Versões similares de outras empresas reduziriam os preços
  • O acesso à medicação se ampliaria significativamente
  • Haveria perspectiva de inclusão no SUS para pacientes com diabetes tipo 2 e obesidade

Entidades do setor farmacêutico criticam duramente a iniciativa, alegando que fere princípios de sustentabilidade e investimento da indústria.

Possibilidade de postergação pela Eli Lilly

Por outro lado, não se descarta a possibilidade de a própria Eli Lilly buscar postergar a data limite da patente – mecanismo ocasionalmente acionado por laboratórios. A Novo Nordisk tentou fazer isso com o Ozempic, sem sucesso.

Futuro do mercado de medicamentos para diabetes e obesidade

Até 2036, é provável que a Eli Lilly já tenha outros dois medicamentos importantes no mercado:

  1. Orforgliprona: comprimido de uso diário à base de GLP-1
  2. Retatrutida: primeiro análogo triplo em caneta de aplicação semanal, que pode levar a perda de até 30% do peso

Enquanto isso, o debate sobre acesso, preços e inovação farmacêutica continua aquecido no Brasil e no mundo.

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