Família acusa hospital de negligência após morte de bebê em parto em Sorocaba
Família acusa hospital de negligência após morte de bebê em parto

Família denuncia negligência em hospital público após morte de bebê durante parto em Sorocaba

A família de Caroline Peres Gomes, uma mulher de 30 anos, acusa o hospital público de Sorocaba, no interior de São Paulo, de negligência grave após a morte de sua bebê durante o parto, ocorrido no domingo, 8 de setembro. Os familiares relatam que houve uma demora significativa na decisão de realizar uma cesariana, o que teria contribuído para o desfecho trágico. O caso foi registrado na polícia e está sob investigação pelo Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) e pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), que buscam apurar os fatos com urgência.

Detalhes do caso e alegações da família

De acordo com os relatos da família, Caroline chegou ao hospital apresentando fortes contrações e pressão arterial elevada, sinais que exigiam atenção imediata. Apesar do bebê estar em posição pélvica, uma condição onde a criança não está de cabeça para baixo, a equipe médica optou por tentar um parto normal. Durante o trabalho de parto, foram realizadas manobras repetidas e o uso de fórceps, mas, infelizmente, a bebê não resistiu e faleceu.

A família questiona veementemente a conduta da equipe médica, afirmando que a demora na decisão sobre a cesariana foi crucial para a tragédia. Além da perda irreparável, Caroline sofreu um intenso abalo físico e emocional, agravado pelo trauma do ocorrido. Dias após o parto, seu estado psicológico deteriorou-se a ponto de necessitar internação em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da cidade, onde recebe cuidados para depressão pós-parto e outros transtornos.

Repercussão nas redes sociais e posicionamento da família

O caso ganhou ampla repercussão nas redes sociais, especialmente após a circulação de um vídeo que mostra a mãe com a criança morta no hospital. A família esclarece que não tinha a intenção de expor as imagens íntimas, mas busca responsabilizar os envolvidos e garantir que justiça seja feita. Roselene Peres Gomes, mãe de Caroline, desabafa: "Nossa intenção não é mostrar vídeo íntimo na hora do parto, a criança no caixão. Isso é muito doloroso pra todos, mas não dá pra se conformar com toda essa situação. Minha irmã está com surto, traumas e depressão pós-parto porque esse hospital acabou com a vida dela."

Em respeito ao desejo da família, as imagens não serão divulgadas, mas a cobrança por transparência e accountability permanece forte. A situação evidencia os desafios enfrentados no sistema de saúde pública e a necessidade de um atendimento mais humanizado e eficiente.

Resposta das autoridades de saúde

Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) expressou profundo pesar pelo ocorrido e informou que determinou à OSS Seconci, organização social responsável pela gestão do CHS, a apuração imediata dos fatos. A pasta reforçou que acompanhará de perto o caso e que "todas as unidades de saúde estaduais prezam pelo atendimento humanizado às gestantes e parturientes", destacando o compromisso com a qualidade e segurança no cuidado materno-infantil.

Este incidente trágico levanta questões importantes sobre protocolos médicos em partos de risco e a responsabilidade dos hospitais públicos em garantir a segurança das pacientes. A investigação em andamento busca esclarecer os detalhes e, possivelmente, implementar medidas preventivas para evitar futuras ocorrências similares.