Pesquisa revela que brasileiro teme mais bebida adulterada do que remédio falso
Brasileiro teme mais bebida adulterada que remédio falso

Brasileiro tem mais medo de bebida adulterada do que de remédio falso, aponta levantamento

Uma pesquisa exclusiva do Paraná Pesquisas revelou que o brasileiro teme mais o consumo de bebida alcoólica adulterada do que medicamentos falsificados, um reflexo direto dos recentes casos de contaminação por metanol registrados no país. O estudo, realizado entre os dias 2 e 8 de fevereiro, detalha as preocupações por faixa etária e aponta o governo como o principal culpado pela falsificação das bebidas.

Dados alarmantes sobre a percepção de risco

Os números são claros: 47,1% dos entrevistados afirmaram que seu maior receio é consumir álcool contaminado, enquanto apenas 39% citaram a ingestão de remédios falsos como principal medo. Essa percepção ganhou força após os diversos casos de contaminação por etanol registrados no final de 2025 e início de 2026, especialmente no estado de São Paulo, onde a falsificação de bebidas se tornou um problema de saúde pública.

Na terceira posição do ranking de preocupações, aparece o abastecimento do carro com combustível adulterado, mencionado por 20,5% dos participantes. Em seguida, o cigarro é a maior apreensão para 12,7% dos brasileiros ouvidos. A pesquisa foi conduzida em 162 cidades distribuídas entre os 26 estados e o Distrito Federal, com um nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

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Diferenças geracionais nas preocupações

Analisando por faixa etária, a disparidade é mais evidente entre os jovens de 16 a 24 anos. Nesse grupo, 66,1% se preocupam com a contaminação de bebidas alcoólicas, enquanto apenas 33,9% têm o mesmo receio em relação aos medicamentos. Já na faixa de 60 anos ou mais, há um empate técnico: 39% declararam medo de bebidas falsificadas, contra 40,7% que citaram os remédios.

Ao serem questionados sobre a frequência com que se preocupam com a procedência das bebidas alcoólicas que compram, 26,7% disseram "sempre", enquanto 23,2% responderam "nunca" e 23% afirmaram que não compram esse tipo de produto. Os que "raramente" tomam algum cuidado representam 15,2%, e "às vezes" somam 11,2%. Apenas 0,4% não responderam à pergunta.

Governo é apontado como principal responsável

O instituto também investigou quem os brasileiros consideram o maior culpado pela contaminação das bebidas com metanol. Entre as opções apresentadas — donos de estabelecimentos, governo, falta de fiscalização ou população que não verifica a procedência —, 44,8% apontaram o poder público como o principal responsável. Não houve especificação se a culpa recai sobre governos municipais, estaduais ou federais.

Na sequência, 26% dos entrevistados acreditam que os comerciantes são os culpados pela situação. Essa atribuição de responsabilidade reflete uma crescente insatisfação com as autoridades e a percepção de que a fiscalização tem falhado em proteger os consumidores.

Os dados da pesquisa evidenciam um cenário de desconfiança e alerta entre os brasileiros, especialmente após os trágicos incidentes de contaminação que marcaram o final de 2025 e o começo de 2026. A necessidade de ações efetivas por parte do governo e dos órgãos fiscalizadores se torna cada vez mais urgente para restaurar a confiança da população.

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