Novas imagens divulgadas pela Justiça dos Estados Unidos revelam detalhes da tentativa de invasão de um jantar com o presidente Donald Trump, ocorrida no mês passado em Washington. O suspeito, Cole Allen, de 31 anos, foi filmado enquanto tentava furar o esquema de segurança do evento, que reunia jornalistas que cobrem a Casa Branca.
O incidente
No sábado, 25 de maio, durante o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, Allen teria disparado uma espingarda contra um agente do Serviço Secreto e invadido um posto de segurança. As imagens, divulgadas pela procuradora-geral do Distrito de Colúmbia, Jeanine Pirro, mostram o momento em que o atirador corre em direção ao detector de metais e atinge o agente à queima-roupa. O agente revidou com cinco disparos, mas Allen não foi atingido. Ele caiu após ferir o joelho e foi imobilizado por outros agentes perto da escadaria que leva ao salão do jantar.
Declaração de inocência
Nesta segunda-feira (11), Allen compareceu ao tribunal pela primeira vez perante o juiz Trevor McFadden, que presidirá o caso. Vestindo macacão laranja da prisão e algemado na cintura, o suspeito não se pronunciou, mas seu advogado negou todas as acusações, incluindo tentativa de assassinato do presidente, agressão a um agente federal e crimes relacionados a armas de fogo. Uma semana antes, outro magistrado havia pedido desculpas a Allen pelo tratamento recebido em uma prisão local de Washington D.C.
Investigação em andamento
O caso levantou dúvidas sobre como o agente do Serviço Secreto foi baleado, incluindo a possibilidade de ter sido atingido por fogo amigo. O governo dos EUA nega essa hipótese. Questionado sobre o disparo, Trump afirmou: “Disseram que não foi fogo amigo. Não fomos nós”. O presidente também sugeriu que não usará colete à prova de balas em eventos públicos, dizendo: “Não sei se conseguiria lidar com a ideia de parecer 10 quilos mais pesado”.
Allen é acusado de tentativa de assassinato, disparo de arma de fogo durante um crime de violência e transporte ilegal de armas e munições através de fronteiras estaduais. Ele ainda não se declarou culpado. As novas imagens, divulgadas pela Justiça, reforçam as evidências contra o suspeito, que segue detido aguardando julgamento.



