Um grave incidente ocorreu em uma escola particular de Fortaleza nesta quinta-feira (21), quando um aluno foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após consumir uma mistura de bebida alcoólica com medicamentos. O caso aconteceu no Colégio Antares, localizado no bairro Papicu, e acendeu um alerta sobre os riscos dessa combinação perigosa.
O que é o 'purple drank' ou 'lean'?
A mistura, conhecida popularmente como 'purple drank' ou 'lean', é uma combinação de codeína, anti-inflamatórios e refrigerante, que pode ter consequências fatais. Originária dos Estados Unidos, a bebida roxa tem se popularizado entre os jovens. No caso em questão, o adolescente teria consumido a substância levada por um colega de escola.
Atendimento e investigação
Assim que a situação foi identificada, a escola acionou as famílias dos envolvidos, providenciou atendimento médico e registrou boletim de ocorrência. A Secretaria da Segurança Pública informou que policiais do Comando de Prevenção e Apoio às Comunidades (Copac) estiveram no local e encaminharam pessoas para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) para prestar depoimento. O adolescente permanece internado na UTI para monitoramento e exames. O Colégio Antares afirmou que colabora com as autoridades e não fornecerá mais informações no momento.
Alerta do médico
O médico Bruno Cavalcante, que atendeu o adolescente, publicou um alerta nas redes sociais. Ele descreveu que o paciente estava desorientado, letárgico e com fala desconexa, não reconhecendo pessoas. A mistura incluía álcool, gin, anti-histamínicos de três classes diferentes (como fenergan), dipirona, ibuprofeno e outras cinco medicações. Cavalcante explicou que a combinação potencializa os efeitos sedativos dos anti-histamínicos, podendo levar à depressão respiratória, queda de pressão, coma e até morte.
Sinais de alerta para os pais
O médico reforçou que os pais devem ficar atentos não apenas ao cheiro de álcool, mas também a sinais como sonolência excessiva, dificuldade para andar, fala desarticulada e desorientação. Além disso, recomendou verificar se medicamentos comuns em casa estão sumindo, o que pode indicar o uso indevido por jovens.
Ainda não há detalhes sobre as quantidades ou substâncias exatas utilizadas pelo adolescente. O caso segue sob investigação das autoridades competentes.



